terça-feira, 16 de abril de 2013
SOBRE A YUD - Amazônia Socioambiental
Temos por finalidade planejar, organizar, executar e divulgar ações objetivando:
- Associar pessoas interessadas em trabalhos ecológicos, sociais, educacionais, culturais e da gestão pública de qualquer natureza.
- Realizar estudos e pesquisas.
- Difundir programas voluntários.
- Promover a identificação, valorização e desenvolvimento da cultura, esporte e laser.
- Capacitar e qualificar pessoas para serem agentes multiplicadores em suas comunidades, visando a melhoria da sua qualidade de vida .
- Prestar serviços de consultoria e gestão de projetos socioambientais a entidades públicas e privadas.
- Participar de instâncias coletivas e públicas nacionais e internacionais correlatadas aos fins desta associação,
visando preservar o equilíbrio do meio ambiente, defendendo o sociocultural.
Além da nossa preocupação com o meio ambiente, estamos nos antecipando a uma questão de futuro.
" PENSANDO NO HOJE NO MUNDO DE AMANHÃ"
Junte se a Nós
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
O Açai Nosso de Cada Dia
Para quem vem de fora, esta expressão pode até soar estranha. Não para os paraenses. Não é exagero falar que o açaí compara-se ao pão ou ao feijão com arroz como alimento diário de milhares de habitantes no Pará e em outros estados da Amazônia, como o Amapá.
O Pará é o maior produtor do fruto no Brasil, responsável por cerca de 85% da produção nacional. Os outros 15% são distribuídos por Amapá, Amazonas, Rondônia, Acre e Tocantins.
Hoje em dia o açaí está presente não somente na mesa dos paraenses, como refeição principal acompanhado de peixe, camarão seco ou charque frito, além da farinha ou como sobremesa (com ou sem açúcar), mas em vários lugares do Brasil. Seja nas academias paulistanas, nas casas de suco do Rio, nas sorveterias de Fortaleza. Presente também na Europa, Estados Unidos e Japão.
No entanto, muitos não fazem ideia de como o fruto chega até suas mesas e tigelas. A colheita é feita de forma artesanal. O fruto deve estar na coloração roxo-escura ou verde-escura (conforme a variedade), coberta por uma camada acinzentada. O coletor deve subir na palmeira, geralmente com altura de 10 a 15 metros, usando um instrumento chamado “peconha”, chegando até onde fica localizado o cacho do açaí e fazendo um corte em sua base. O fruto deve ser selecionado já no local para separar as partes indesejáveis à comercialização. Há o trabalho de separar os pequenos frutos das hastes dos cachos (trabalho este chamado de “debulhamento’). Neste processo verifica-se quais frutos estão aptos para consumo. Aqueles que foram atacados por inseto ou que tenha fezes de aves são prontamente descartados. Evita-se o contato direto com o solo para que não contamine o produto. É um trabalho oneroso que muitos de nós não temos o conhecimento.
Depois de todo esse processo, ainda temos a parte da higienização, do acondicionamento, do armazenamento e do transporte até os grandes centros de comercialização.
O açaí comercializado em Belém vem geralmente das ilhas do entorno da cidade ou de municípios como Abaetetuba, Igarapé-Miri ou da Ilha de Marajó. Detalhe: O Marajó é o único local onde há açaí durante o ano todo. Por aqui a produção cai nos períodos de chuva (de novembro a março); no verão amazônico (de abril a outubro) acontece o inverso.
O horário é muito importante para o transporte. Geralmente é comercializado durante a madrugada. Neste caso, devido ao fato de a temperatura estar mais amena, o processo de degradação do açaí é menor. Em Belém, antes do raiar do dia, podemos observar o movimento dos barcos (o meio de transporte mais utilizado e também o mais prático, devido os açaizais estarem localizados em áreas de várzea), trazendo o fruto até à Feira do Açaí, no complexo do Ver-o-peso. Açaí para todos os gostos, do roxo ao branco, vendidos em cestos (ou rasas) confeccionadas com fibras de jacitara ou de guarumã, prontos para abastecer dos supermercados dos bairros nobres ao mais simples ponto de venda nos bairros periféricos da cidade.
O lado bom dessa história é o fato de o fruto ser reconhecido Brasil afora, como parte dos costumes da Amazônia e, especial, de Belém. Dos restaurantes às barracas de comida no Ver-o-Peso, o açaí está lá. Mas todo esse reconhecimento tem seu preço. Nos últimos anos as exportações aumentaram bastante. Isso faz com que o açaí que fica aqui fique extremamente caro, chegando ao absurdo de se cobrarem R$ 24,00 o litro. Para quem, dez anos atrás, comprava a R$ 3,00 o litro, fica insustentável consumi-lo todos os dias. Ruim para todos, especialmente para as famílias mais pobres que, mais uma vez, são excluídas a ponto de não poderem consumir algo que é tão nosso. Hora de repensar e não deixar que o mercado exclua seus verdadeiros representantes “papa-xibé”.
Maykon Serrão
Yud Amazônia.
O Pará é o maior produtor do fruto no Brasil, responsável por cerca de 85% da produção nacional. Os outros 15% são distribuídos por Amapá, Amazonas, Rondônia, Acre e Tocantins.
Hoje em dia o açaí está presente não somente na mesa dos paraenses, como refeição principal acompanhado de peixe, camarão seco ou charque frito, além da farinha ou como sobremesa (com ou sem açúcar), mas em vários lugares do Brasil. Seja nas academias paulistanas, nas casas de suco do Rio, nas sorveterias de Fortaleza. Presente também na Europa, Estados Unidos e Japão.
No entanto, muitos não fazem ideia de como o fruto chega até suas mesas e tigelas. A colheita é feita de forma artesanal. O fruto deve estar na coloração roxo-escura ou verde-escura (conforme a variedade), coberta por uma camada acinzentada. O coletor deve subir na palmeira, geralmente com altura de 10 a 15 metros, usando um instrumento chamado “peconha”, chegando até onde fica localizado o cacho do açaí e fazendo um corte em sua base. O fruto deve ser selecionado já no local para separar as partes indesejáveis à comercialização. Há o trabalho de separar os pequenos frutos das hastes dos cachos (trabalho este chamado de “debulhamento’). Neste processo verifica-se quais frutos estão aptos para consumo. Aqueles que foram atacados por inseto ou que tenha fezes de aves são prontamente descartados. Evita-se o contato direto com o solo para que não contamine o produto. É um trabalho oneroso que muitos de nós não temos o conhecimento.
Depois de todo esse processo, ainda temos a parte da higienização, do acondicionamento, do armazenamento e do transporte até os grandes centros de comercialização.
O açaí comercializado em Belém vem geralmente das ilhas do entorno da cidade ou de municípios como Abaetetuba, Igarapé-Miri ou da Ilha de Marajó. Detalhe: O Marajó é o único local onde há açaí durante o ano todo. Por aqui a produção cai nos períodos de chuva (de novembro a março); no verão amazônico (de abril a outubro) acontece o inverso.
O horário é muito importante para o transporte. Geralmente é comercializado durante a madrugada. Neste caso, devido ao fato de a temperatura estar mais amena, o processo de degradação do açaí é menor. Em Belém, antes do raiar do dia, podemos observar o movimento dos barcos (o meio de transporte mais utilizado e também o mais prático, devido os açaizais estarem localizados em áreas de várzea), trazendo o fruto até à Feira do Açaí, no complexo do Ver-o-peso. Açaí para todos os gostos, do roxo ao branco, vendidos em cestos (ou rasas) confeccionadas com fibras de jacitara ou de guarumã, prontos para abastecer dos supermercados dos bairros nobres ao mais simples ponto de venda nos bairros periféricos da cidade.
O lado bom dessa história é o fato de o fruto ser reconhecido Brasil afora, como parte dos costumes da Amazônia e, especial, de Belém. Dos restaurantes às barracas de comida no Ver-o-Peso, o açaí está lá. Mas todo esse reconhecimento tem seu preço. Nos últimos anos as exportações aumentaram bastante. Isso faz com que o açaí que fica aqui fique extremamente caro, chegando ao absurdo de se cobrarem R$ 24,00 o litro. Para quem, dez anos atrás, comprava a R$ 3,00 o litro, fica insustentável consumi-lo todos os dias. Ruim para todos, especialmente para as famílias mais pobres que, mais uma vez, são excluídas a ponto de não poderem consumir algo que é tão nosso. Hora de repensar e não deixar que o mercado exclua seus verdadeiros representantes “papa-xibé”.
Maykon Serrão
Yud Amazônia.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Bragança, a pérola do Caeté: um pedaço diferente da Amazônia.
Talvez nem todos a conheçam pessoalmente, mas muitos paraenses já ouviram alguma referência sobre a cidade de Bragança, localizada na região do salgado ou, segundo a classificação da Paratur, no polo Amazônia Atlântica, no Pará.
A cidade é famosa por produzir a melhor farinha de mandioca do estado, opinião de várias pessoas. É um dos destinos mais procurados na época do veraneiro. A praia de Ajuruteua, distante 30 minutos de carro da sede do município, é uma das mais procuradas pelos veranistas.
Neste post vamos nos ater naquilo que a maioria das pessoas não conhecem. Há na cidade as chamadas “Reservas Extrativistas” conhecidas pela sigla RESEX. Entre 18 e 20 de janeiro de 2013, os alunos da Faculdades de Turismo da Universidade Federal do Pará fizeram uma prática de campo em algumas localidades dentro da Reserva Extrativista Marinha do Caeté-Taperaçu.
As resex são Unidades de Conservação (as chamadas UC) pertencentes ao grupo das unidades de uso sustentável. De acordo com a lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), uma resex é uma área utilizada por populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte, e tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade.
Nesta visita os discentes puderam comprovar o quanto o bioma amazônico é diversificado. Áreas de mangue, terreno arenoso e campos (os chamados campos bragantinos) são uma amostra do que a natureza tem para nos mostrar.
Na Vila Bonifácio, a caminho de Ajuruteua, os moradores vivem basicamente da pesca. Casas de madeira, coloridas (algumas em alvenaria) e ruas de areia compõem o lugar. O modo simples de viver contrasta com as diversas antenas parabólicas vistas em várias dessas casas. De todas as comunidades visitadas, esta é a que pareceu ser melhor assistida pelo poder público. Claro que a vila possui suas dificuldades. A principal reclamação dos moradores é quanto à água, que não é de boa qualidade.
A Fazendinha é outra comunidade visitada pelos estudantes. A maioria vive da fabricação de telhas e tijolos. No entanto os estudantes visitaram um local que fabrica artesanato, como vasos, luminárias, peças de decoração, entre outras peças. O artesanato de Bragança possui uma característica única no estado do Pará. Pra começar, é feita com um tipo de barro branco que, segundo o Sr. Antônio, dono da olaria, só existe na região de Bragança (único lugar no estado inteiro). Para dar cor a algum detalhe da peça, ele usa barros de outras tonalidades que, conforme a peça vai assando, o detalhe fica de cor terracota ou cinza, criando um resultado muito bonito. O Sr. Antônio utiliza um tipo de semente para criar gravuras que diferencia suas peças das cerâmicas marajorara e tapajônica, criando um resultado único, próprio dos bragantinos.
Apesar disso as condições da vila não são favoráveis. Faltam serviços básicos, como postos médico, transporte público regular e segurança pública.
A vila de Tamatateua é onde ficam localizados os campos bragantinos. Lá a economia é bastante diversificada. Nesta comunidade a população vive do pescado, coleta do caranguejo, turu (para consumo próprio) farinha, mel, camarão, mexilhão, entre outras atividades de subsistência. Foi a primeira localidade a receber o programa "Luz para Todos" do Governo Federal. apesar disso, muitos ainda nãoo possuem energia elétrica em casa.
A Vila-Que-Era guarda um pedaço importante da história não só do município, mas da Amazônia no que tange à ocupação de seu território pelos europeus. A origem de Bragança está no local onde hoje fica a vila. Posteriormente a sede do município foi transferida para o outro lado do rio Caeté. Ao contrário do que se possa imaginar, a cidade não foi fundada por portugueses, e sim por franceses liderados por Daniel de La Touche, que chegaram a região do Caeté em 8 de julho de 1613. Até hoje moradores encontram vestígios daquela época, como peças de cerâmicas, moedas, porcelana. Sinal de que ali deva existir um importante sítio arqueológico.
Mesmo algumas comunidades sendo um tanto isoladas, nota-se a degradação que a ação do homem provoca na natureza. A começar pela estrada asfaltada que leva a Ajuruteua. Apesar de ter encurtado o tempo e a distância entre a sede do município e a praia, não se levou em conta o impacto que o asfalto trouxe para o mangue existente. Para quem vai em direção à praia, nota-se que ao lado direito vemos o mangue com vida, com aquela umidade característica. Do outro lado da pista, exatamente o contrario, seco, sem vida, devido o asfalto ter interrompido a ligação de um lado a outro, impedindo que a agua salobra chegasse até aquele ponto, tão essencial para manter o mangue vivo.
Felizmente há muitos moradores que se preocupam com ambiente onde vivem. Por viverem do extrativismo, eles têm consciência de que, se não tomarem cuidado em utilizar, com parcimônia, os recursos que a terra e o mangue oferecem, talvez não tenham de onde tirar seu sustento no futuro . Sendo que os objetivos básicos de uma resex é proteger os meios de vida e a cultura dessas populações tradicionais e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade, uma semente está sendo plantada nessas comunidades. Esperamos sinceramente que ela dê frutos para que não venha a acontecer com elas o mesmo que ocorreu com o mangue à margem esquerda da estrada em direção à praia.
Texto: Maykon Serrão (Yud Amazônia)
Crédito das Imagens: Vista de Bragança e do Rio Caeté: Jessica Medeiros (discente FACTUR-UFPA).
Entrevista com moradores locais: Marcos André Costa (discente FACTUR-UFPA).
Imagens restantes: Maykon Serrão.
A cidade é famosa por produzir a melhor farinha de mandioca do estado, opinião de várias pessoas. É um dos destinos mais procurados na época do veraneiro. A praia de Ajuruteua, distante 30 minutos de carro da sede do município, é uma das mais procuradas pelos veranistas.
Neste post vamos nos ater naquilo que a maioria das pessoas não conhecem. Há na cidade as chamadas “Reservas Extrativistas” conhecidas pela sigla RESEX. Entre 18 e 20 de janeiro de 2013, os alunos da Faculdades de Turismo da Universidade Federal do Pará fizeram uma prática de campo em algumas localidades dentro da Reserva Extrativista Marinha do Caeté-Taperaçu.
As resex são Unidades de Conservação (as chamadas UC) pertencentes ao grupo das unidades de uso sustentável. De acordo com a lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), uma resex é uma área utilizada por populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte, e tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade.
Nesta visita os discentes puderam comprovar o quanto o bioma amazônico é diversificado. Áreas de mangue, terreno arenoso e campos (os chamados campos bragantinos) são uma amostra do que a natureza tem para nos mostrar.
Na Vila Bonifácio, a caminho de Ajuruteua, os moradores vivem basicamente da pesca. Casas de madeira, coloridas (algumas em alvenaria) e ruas de areia compõem o lugar. O modo simples de viver contrasta com as diversas antenas parabólicas vistas em várias dessas casas. De todas as comunidades visitadas, esta é a que pareceu ser melhor assistida pelo poder público. Claro que a vila possui suas dificuldades. A principal reclamação dos moradores é quanto à água, que não é de boa qualidade.
A Fazendinha é outra comunidade visitada pelos estudantes. A maioria vive da fabricação de telhas e tijolos. No entanto os estudantes visitaram um local que fabrica artesanato, como vasos, luminárias, peças de decoração, entre outras peças. O artesanato de Bragança possui uma característica única no estado do Pará. Pra começar, é feita com um tipo de barro branco que, segundo o Sr. Antônio, dono da olaria, só existe na região de Bragança (único lugar no estado inteiro). Para dar cor a algum detalhe da peça, ele usa barros de outras tonalidades que, conforme a peça vai assando, o detalhe fica de cor terracota ou cinza, criando um resultado muito bonito. O Sr. Antônio utiliza um tipo de semente para criar gravuras que diferencia suas peças das cerâmicas marajorara e tapajônica, criando um resultado único, próprio dos bragantinos.
Apesar disso as condições da vila não são favoráveis. Faltam serviços básicos, como postos médico, transporte público regular e segurança pública.
A vila de Tamatateua é onde ficam localizados os campos bragantinos. Lá a economia é bastante diversificada. Nesta comunidade a população vive do pescado, coleta do caranguejo, turu (para consumo próprio) farinha, mel, camarão, mexilhão, entre outras atividades de subsistência. Foi a primeira localidade a receber o programa "Luz para Todos" do Governo Federal. apesar disso, muitos ainda nãoo possuem energia elétrica em casa.
A Vila-Que-Era guarda um pedaço importante da história não só do município, mas da Amazônia no que tange à ocupação de seu território pelos europeus. A origem de Bragança está no local onde hoje fica a vila. Posteriormente a sede do município foi transferida para o outro lado do rio Caeté. Ao contrário do que se possa imaginar, a cidade não foi fundada por portugueses, e sim por franceses liderados por Daniel de La Touche, que chegaram a região do Caeté em 8 de julho de 1613. Até hoje moradores encontram vestígios daquela época, como peças de cerâmicas, moedas, porcelana. Sinal de que ali deva existir um importante sítio arqueológico.
Mesmo algumas comunidades sendo um tanto isoladas, nota-se a degradação que a ação do homem provoca na natureza. A começar pela estrada asfaltada que leva a Ajuruteua. Apesar de ter encurtado o tempo e a distância entre a sede do município e a praia, não se levou em conta o impacto que o asfalto trouxe para o mangue existente. Para quem vai em direção à praia, nota-se que ao lado direito vemos o mangue com vida, com aquela umidade característica. Do outro lado da pista, exatamente o contrario, seco, sem vida, devido o asfalto ter interrompido a ligação de um lado a outro, impedindo que a agua salobra chegasse até aquele ponto, tão essencial para manter o mangue vivo.
Felizmente há muitos moradores que se preocupam com ambiente onde vivem. Por viverem do extrativismo, eles têm consciência de que, se não tomarem cuidado em utilizar, com parcimônia, os recursos que a terra e o mangue oferecem, talvez não tenham de onde tirar seu sustento no futuro . Sendo que os objetivos básicos de uma resex é proteger os meios de vida e a cultura dessas populações tradicionais e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade, uma semente está sendo plantada nessas comunidades. Esperamos sinceramente que ela dê frutos para que não venha a acontecer com elas o mesmo que ocorreu com o mangue à margem esquerda da estrada em direção à praia.
Texto: Maykon Serrão (Yud Amazônia)
Crédito das Imagens: Vista de Bragança e do Rio Caeté: Jessica Medeiros (discente FACTUR-UFPA).
Entrevista com moradores locais: Marcos André Costa (discente FACTUR-UFPA).
Imagens restantes: Maykon Serrão.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
O Plano de Arborização Urbana de Belém.
Em setembro do ano passado falamos sobre a arborização como uma maneira para amenizar o calor nas grandes cidades da Amazônia.
Voltando ao tema, o encarte do jornal O Liberal (Amazônia Viva, ed. Nº 11 - julho/ 2012) publicou uma matéria a respeito. Doze instituições se uniram para implantar o Plano de Arborização Urbana de Belém. Uma dessas instituições é o Embrapa Amazônia Oriental. A engenheira florestal Noemi Vianna, forneceu alguns exemplos de especíes de árvores mais indicadas:
Pequeno Porte
indicadas para ruas de calçadas estreitas
Ipezinho
Pequena e muito ramificada, esta árvore adequa-se a pequenos espaços, podendo ser plantada em bairros sem planejamento urbano, que não comportam espécies de médio e grande porte.
Araçá-boi
É um arbusto com cerca de 3 m de altura, com ramos desde o solo. Nativa da Amazônia, tem função ornamental por apresentar porte baixo e frutos maduros exuberantes.
Médio Porte
Indicadas para estacionamentos, calçadas com mais de 1,20 m de espaço livre para circulação de pedrestres, praças e parques
Cuieira
Originária do Amazonas e Pará, esta árvore é pequena de 9 m de altura. Os frutos são utilizados na fabricação de cuias que servem para beber o tacacá e para instrumentos musicais como o maracá.
Ingazeiro
Essa espécie alcança de 12 a 25 m de altura, em floresta primária e secundária. Os frutos, chamados de ingás, são vagens estreitas de 20 cm de comprimento, contendo muitas sementes envoltas por uma polpa doce comestível.
Flamboyant
A árvore pode atingir até 15 m de altura e 90 cm de diâmetro. Pode ser utilizada na arborização de estacionamentos, parques e avenidas com canteiros centrais.
Pau-preto
De copa ampla e frondosa, pode alcançar até 20 m de altura. O tronco possui casca fina e lisa. Pode ser usada na arborização de praças e jardins devido ao rápido crescimento e floraçao vistosa.
Ipê-rosa
Alcança de 6 a 17 m de altura, com folhas compostas e flores brancas ou rosadas. Essa árvore de regiões frias se adaptou muito no Pará. É usada em paisagismo e no reflorestamento.
Grande Porte
Indicadas para canteiros centrais de avenidas, parques e praças
Mangueira
Essa espécie, que compõe um dos cartões-postais mais famosos de Belém, o "Túnel de Mangueiras", na praça da República, pode atingir até 30 m. Apresenta copa arredondada e simétrica, variando de baixa a densa a ereta e aberta e adquirindo, eventualmente, foma piramidal.
Samaúma
Também conhecida por sumaúma, é uma espécie de crescimento rápido, podendo atingir 45 a 50 m de altura, com diâmetro com 80 a 160 cm. Em Belém, é encontrada em frente à Basílica de Nazaré e ao Hangar Centro de Convenções da Amazônia.
Ipê-amarelo
Espécie de porte alto que alcança posição de dossel superior ou emergente em florestas primárias ou secundárias. A copa é alongada e larga, com folhas compostas, opostas e inflorescência em panículas. Durante a estação seca, a planta fica totalmente despida de folhagem e com floraçao totalmente amarela. Muito usada no paisagismo em geral.
Fonte:Noemi Viana, pesquisadora da Embrapa Amazônia Ambiental
Fotos: http://www.museu-goeldi.br/museuempauta/noticias/agencia_museu_goeldi/11042008/primeira.html
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/ipe-rosa/ipe-rosa-4.php
http://www.viveirodemudas.com/mudas-de-manga.html
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=544014&page=136
Maykon Serrão
Yud Amazônia Socioambiental
Voltando ao tema, o encarte do jornal O Liberal (Amazônia Viva, ed. Nº 11 - julho/ 2012) publicou uma matéria a respeito. Doze instituições se uniram para implantar o Plano de Arborização Urbana de Belém. Uma dessas instituições é o Embrapa Amazônia Oriental. A engenheira florestal Noemi Vianna, forneceu alguns exemplos de especíes de árvores mais indicadas:
Pequeno Porte
indicadas para ruas de calçadas estreitas
Ipezinho
Pequena e muito ramificada, esta árvore adequa-se a pequenos espaços, podendo ser plantada em bairros sem planejamento urbano, que não comportam espécies de médio e grande porte.
Araçá-boi
É um arbusto com cerca de 3 m de altura, com ramos desde o solo. Nativa da Amazônia, tem função ornamental por apresentar porte baixo e frutos maduros exuberantes.
Médio Porte
Indicadas para estacionamentos, calçadas com mais de 1,20 m de espaço livre para circulação de pedrestres, praças e parques
Cuieira
Originária do Amazonas e Pará, esta árvore é pequena de 9 m de altura. Os frutos são utilizados na fabricação de cuias que servem para beber o tacacá e para instrumentos musicais como o maracá.
Ingazeiro
Essa espécie alcança de 12 a 25 m de altura, em floresta primária e secundária. Os frutos, chamados de ingás, são vagens estreitas de 20 cm de comprimento, contendo muitas sementes envoltas por uma polpa doce comestível.
Flamboyant
A árvore pode atingir até 15 m de altura e 90 cm de diâmetro. Pode ser utilizada na arborização de estacionamentos, parques e avenidas com canteiros centrais.
Pau-preto
De copa ampla e frondosa, pode alcançar até 20 m de altura. O tronco possui casca fina e lisa. Pode ser usada na arborização de praças e jardins devido ao rápido crescimento e floraçao vistosa.
Ipê-rosa
Alcança de 6 a 17 m de altura, com folhas compostas e flores brancas ou rosadas. Essa árvore de regiões frias se adaptou muito no Pará. É usada em paisagismo e no reflorestamento.
Grande Porte
Indicadas para canteiros centrais de avenidas, parques e praças
Mangueira
Essa espécie, que compõe um dos cartões-postais mais famosos de Belém, o "Túnel de Mangueiras", na praça da República, pode atingir até 30 m. Apresenta copa arredondada e simétrica, variando de baixa a densa a ereta e aberta e adquirindo, eventualmente, foma piramidal.
Samaúma
Também conhecida por sumaúma, é uma espécie de crescimento rápido, podendo atingir 45 a 50 m de altura, com diâmetro com 80 a 160 cm. Em Belém, é encontrada em frente à Basílica de Nazaré e ao Hangar Centro de Convenções da Amazônia.
Ipê-amarelo
Espécie de porte alto que alcança posição de dossel superior ou emergente em florestas primárias ou secundárias. A copa é alongada e larga, com folhas compostas, opostas e inflorescência em panículas. Durante a estação seca, a planta fica totalmente despida de folhagem e com floraçao totalmente amarela. Muito usada no paisagismo em geral.
Fonte:Noemi Viana, pesquisadora da Embrapa Amazônia Ambiental
Fotos: http://www.museu-goeldi.br/museuempauta/noticias/agencia_museu_goeldi/11042008/primeira.html
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/ipe-rosa/ipe-rosa-4.php
http://www.viveirodemudas.com/mudas-de-manga.html
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=544014&page=136
Maykon Serrão
Yud Amazônia Socioambiental
sábado, 12 de janeiro de 2013
A Belém que Queremos nos seus 397 anos!
São quase quatro séculos de história. De 1616 pra cá, Belém passou por várias transformações. Foi sede da província do Grão-Pará e Maranhão, província esta "independente" do restante do Brasil; viu a revolta da Cabanagem; viu a transformação urbana de onde surgiu a "Paris dos trópicos"; viu sua decadência com o fim do apogeu da borracha; viu governos e (des)governos.
A cidade, que acolhe tanta gente como se fosse da família, que é uma síntese do que há de bom (e não tão bom) na Amazônia, com suas maravilhas e suas mazelas, mais do que merece um presente.
Qual seria o presente ideal para Belém?
Vamos aqui listar alguns deles. Temos certeza que o leitor tem os seus também.
1- Educação: quando se fala em educação, não falamos somente de mais escolas de qualidade, de melhor infraestrutura nas que já existem na cidade, do ato de ensinar e aprender. Falamos também no sentido de conscientizar-se em cuidar da cidade, de tratá-la com mais carinho. Triste ver alguém que jogue lixo na rua, na calçada. Nosso maior cartão-postal, o Ver-o-Peso, tem que ficar desviando do lixo que toma conta. Andando um pouco mais pela cidade, vemos prédios públicos e privados sofrendo com a ação de vândalos que picham muros e paredes. Não adianta somente a educação formal nas escolas se não receber a educação em casa.
2- Segurança pública: Triste ouvir de visitantes que já foram vítimas de assalto ou qualquer outro tipo de violência urbana na cidade. Não há coisa pior em uma viagem do que relatar um assalto. É uma propaganda negativa desnecessária para a cidade. Claro que isso não é exclusividade de Belém. Outras cidades brasileiras também padecem do mesmo mal. Mas bem que nossos governantes, responsáveis por criar políticas públicas neste campo, pudessem trabalhar mais nisso. Enquanto isso, a população fica à mercê de criminosos que não se importam nem um pouco com isso.
3- Arborização: Por vivermos na Amazônia, deveríamos dar exemplo em termos mais árvores nas ruas. Mas somos a capital com o menor índice de arborização do Brasil, segundo pesquisa do IBGE. As mangueiras são do início do século XX, numa cidade que tinha pouco mais de cem mil habitantes. Hoje conta com 1,4 milhões, segundo o último censo, de 2010. A arborização não cresceu com junto com a cidade. Portanto, é comum ver bairros periféricos com pouca ou nenhuma cobertura vegetal, geralmente os bairros mais populosos da cidade, como Guamá, Terra Firme, Sacramenta, Marambaia e Benguí.
4- Saúde: seguindo pelo mesmo critério da educação, não falamos somente de mais hospitais e postos de saúde. Claro, hospitais em lugares onde realmente precisam seria ótimo. Falamos também de mais médicos (estes, com um salário digno), que a Saúde da Família funcione de fato, de cuidar da prevenção, equipar os hospitais e postos já existentes. O saneamento é um capítulo à parte. Não podemos falar de prevenção de doenças sem falar em saneamento. Devemos cuidar desses canais que são verdadeiros esgotos a céu aberto na cidade. Vem o período das chuvas, os canais transbordam (por culpa da população que joga lixo nos canais e ruas), os bueiros entopem e acaba transbordando nas ruas. Se já é difícil para quem anda no centro da cidade com as ruas alangando com qualquer chuvinha, imagina para quem mora nas periferias da cidade, que convivem com isso por décadas a fio?
5- Autoestima: Cremos que, cuidando destas quatro coisas das quais falamos, o melhor presente que a cidade poderia receber é ter sua autoestima de volta. Somos orgulhosos de nosso passado, do patrimônio cultural e histórico que temos, de termos costumes únicos que não se vê em outra cidade brasileira. A cidade cuidando de seu povo, terá esse retorno não somente a cada 12 de janeiro, mas durante o ano inteiro. As pessoas irão cuidar melhor do local onde vivem.
Claro que isso não é tudo. Há tanto com o que contribuir!
Temos que cuidar de nosso presente para construirmos um melhor futuro para nossos filhos e netos. Estender todos esses benefícios para toda a população de Belém.
Parabéns, Belém. Por seus 397 anos de um história rica e gloriosa. Rumo a 400 anos!
Maykon Serrão
Yud Amazônia.
A cidade, que acolhe tanta gente como se fosse da família, que é uma síntese do que há de bom (e não tão bom) na Amazônia, com suas maravilhas e suas mazelas, mais do que merece um presente.
Qual seria o presente ideal para Belém?
Vamos aqui listar alguns deles. Temos certeza que o leitor tem os seus também.
1- Educação: quando se fala em educação, não falamos somente de mais escolas de qualidade, de melhor infraestrutura nas que já existem na cidade, do ato de ensinar e aprender. Falamos também no sentido de conscientizar-se em cuidar da cidade, de tratá-la com mais carinho. Triste ver alguém que jogue lixo na rua, na calçada. Nosso maior cartão-postal, o Ver-o-Peso, tem que ficar desviando do lixo que toma conta. Andando um pouco mais pela cidade, vemos prédios públicos e privados sofrendo com a ação de vândalos que picham muros e paredes. Não adianta somente a educação formal nas escolas se não receber a educação em casa.
2- Segurança pública: Triste ouvir de visitantes que já foram vítimas de assalto ou qualquer outro tipo de violência urbana na cidade. Não há coisa pior em uma viagem do que relatar um assalto. É uma propaganda negativa desnecessária para a cidade. Claro que isso não é exclusividade de Belém. Outras cidades brasileiras também padecem do mesmo mal. Mas bem que nossos governantes, responsáveis por criar políticas públicas neste campo, pudessem trabalhar mais nisso. Enquanto isso, a população fica à mercê de criminosos que não se importam nem um pouco com isso.
3- Arborização: Por vivermos na Amazônia, deveríamos dar exemplo em termos mais árvores nas ruas. Mas somos a capital com o menor índice de arborização do Brasil, segundo pesquisa do IBGE. As mangueiras são do início do século XX, numa cidade que tinha pouco mais de cem mil habitantes. Hoje conta com 1,4 milhões, segundo o último censo, de 2010. A arborização não cresceu com junto com a cidade. Portanto, é comum ver bairros periféricos com pouca ou nenhuma cobertura vegetal, geralmente os bairros mais populosos da cidade, como Guamá, Terra Firme, Sacramenta, Marambaia e Benguí.
4- Saúde: seguindo pelo mesmo critério da educação, não falamos somente de mais hospitais e postos de saúde. Claro, hospitais em lugares onde realmente precisam seria ótimo. Falamos também de mais médicos (estes, com um salário digno), que a Saúde da Família funcione de fato, de cuidar da prevenção, equipar os hospitais e postos já existentes. O saneamento é um capítulo à parte. Não podemos falar de prevenção de doenças sem falar em saneamento. Devemos cuidar desses canais que são verdadeiros esgotos a céu aberto na cidade. Vem o período das chuvas, os canais transbordam (por culpa da população que joga lixo nos canais e ruas), os bueiros entopem e acaba transbordando nas ruas. Se já é difícil para quem anda no centro da cidade com as ruas alangando com qualquer chuvinha, imagina para quem mora nas periferias da cidade, que convivem com isso por décadas a fio?
5- Autoestima: Cremos que, cuidando destas quatro coisas das quais falamos, o melhor presente que a cidade poderia receber é ter sua autoestima de volta. Somos orgulhosos de nosso passado, do patrimônio cultural e histórico que temos, de termos costumes únicos que não se vê em outra cidade brasileira. A cidade cuidando de seu povo, terá esse retorno não somente a cada 12 de janeiro, mas durante o ano inteiro. As pessoas irão cuidar melhor do local onde vivem.
Claro que isso não é tudo. Há tanto com o que contribuir!
Temos que cuidar de nosso presente para construirmos um melhor futuro para nossos filhos e netos. Estender todos esses benefícios para toda a população de Belém.
Parabéns, Belém. Por seus 397 anos de um história rica e gloriosa. Rumo a 400 anos!
Maykon Serrão
Yud Amazônia.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Natal das Boas Lembranças
Várias pessoas têm um natal que não sai de sua memória. Não importa a época ou a situação. Todos temos um pouco para contar.
Uns com um natal farto, cheio de gente a sua volta. Outros (e há muita gente nesta situação), com pouco na mesa, mas com muita esperança de que o próximo natal será melhor.
Tenho dois natais inesquecíveis, aliás, dois momentos: na infância, quando tínhamos um natal onde reuníamos boa parte da família, tudo capitaneado pela minha avó, já falecida. Havia muita fartura. Tradição na família: poderia faltar qualquer coisa, menos a rabanada, que ela fazia questão de fazer. outra coisa que não poderia faltar era o presépio e a árvore. Gostava quando montávamos o presépio. Enquanto o montávamos, minha avó, do jeitinho dela, ensinava o verdadeiro significado do natal, do real propósito da vinda de Jesus à terra, que o natal significava muito mais do que a árvore, o presépio e as rabanadas.
Bons tempos aqueles da infância!
Outro momento inesquecível: entre meus 19 e 21 anos fiz um trabalho voluntário em São Paulo e Minas Gerais. Passaria dois natais longe de casa. No entanto era a chance de demonstrar o que tinha aprendido na infância. Foram dois natais onde pude ensinar às pessoas aquilo que Jesus tinha ensinado em sua passagem pela terra. Ensinamentos esses que devemos por em prática não somente na época do natal.
Caridade, amor ao próximo, compaixão, perdão. Virtudes que combinam com esta época do ano, mas que devemos ter nos outros 364 dias. dessa forma podemos fazer um natal por dia para todos aqueles que precisam de algo material ou somente um ombro amigo.
A equipe da Yud trabalha para fazer a diferença na vida de muitas pessoas. Agradecemos a todos que nos ajudaram nesta empreitada.
A Yud Amazônia deseja a todos um feliz natal. Que todos possamos pôr em prática o que Cristo ensinou em sua passagem à terra, sendo cristão ou não, todos devemos fazer nossa parte.
Maykon Serrão
crédito da imagem: http://umpontoenadamais.blogspot.com.br
Uns com um natal farto, cheio de gente a sua volta. Outros (e há muita gente nesta situação), com pouco na mesa, mas com muita esperança de que o próximo natal será melhor.
Tenho dois natais inesquecíveis, aliás, dois momentos: na infância, quando tínhamos um natal onde reuníamos boa parte da família, tudo capitaneado pela minha avó, já falecida. Havia muita fartura. Tradição na família: poderia faltar qualquer coisa, menos a rabanada, que ela fazia questão de fazer. outra coisa que não poderia faltar era o presépio e a árvore. Gostava quando montávamos o presépio. Enquanto o montávamos, minha avó, do jeitinho dela, ensinava o verdadeiro significado do natal, do real propósito da vinda de Jesus à terra, que o natal significava muito mais do que a árvore, o presépio e as rabanadas.
Bons tempos aqueles da infância!
Outro momento inesquecível: entre meus 19 e 21 anos fiz um trabalho voluntário em São Paulo e Minas Gerais. Passaria dois natais longe de casa. No entanto era a chance de demonstrar o que tinha aprendido na infância. Foram dois natais onde pude ensinar às pessoas aquilo que Jesus tinha ensinado em sua passagem pela terra. Ensinamentos esses que devemos por em prática não somente na época do natal.
Caridade, amor ao próximo, compaixão, perdão. Virtudes que combinam com esta época do ano, mas que devemos ter nos outros 364 dias. dessa forma podemos fazer um natal por dia para todos aqueles que precisam de algo material ou somente um ombro amigo.
A equipe da Yud trabalha para fazer a diferença na vida de muitas pessoas. Agradecemos a todos que nos ajudaram nesta empreitada.
A Yud Amazônia deseja a todos um feliz natal. Que todos possamos pôr em prática o que Cristo ensinou em sua passagem à terra, sendo cristão ou não, todos devemos fazer nossa parte.
Maykon Serrão
crédito da imagem: http://umpontoenadamais.blogspot.com.br
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
A fila do R.U.
Atos de corrupção sempre vêm à tona nos noticiários,impressos e outros meios de comunicação. Desde sempre, no Brasil e em nosso estado, ouvimos falar de um político envolvido em atos ilícitos para favorecimento próprio.
Quando se fala em corrupção, vem à nossa cabeça, de imediato, a classe política. No entanto, isso não é algo inerente aos políticos. Seria mesmo injusto atribuir essa (má) qualidade somente a eles.
No dia-a-dia nos deparamos com diversas situações: No ônibus ou no metrô, quando ocupamos os assentos preferenciais, mesmo vendo idosos e outros viajando em pé; quando recebemos dinheiro a mais e não devolvemos; quando chegamos atrasados no trabalho e colocamos na folha de ponto o horário o qual deveria chegar. São atos tão corriqueiros no nosso dia-a-dia que nem nos surpreendemos mais. Isso não deveria acontecer.
O pior: quando trocamos nosso voto por favores, materiais de construção e outros, somos piores que os próprios políticos que compraram o voto.
Dia desses estava na fila do restaurante universítário (R. U.). Fui para o final da fila, como deve ser. De repente chega um grupo de, pelo menos, oito moças. Simplesmente elas se "plantaram" à frente de outras duas moças que estavam à minha frente, provavelmente eram amigas. Ficaram na maior cara-de-pau até receberem seus tickets. Comentei (bem alto, com outra moça que estava atrás de mim): Vai começar a "furação" de fila! A intenção era que elas ouvissem em alto e bom som mesmo.
Não demorou muito para que dois ou três rapazes chegassem junto à moça com a qual falei e fizessem o mesmo. Olhando um pouco mais para trás, vi que outras pessoas faziam o mesmo. percebi que não adiantava reclamar, pois estava meio que sozinho nessa.
Fiquei pensando: "esses jovens são nossos futuros profissionais. Quem sabe nossos futuros representantes na esfera política. Que espécie de profissionais serão? Estamos bem servidos..."
Por essas atitudes que temos uma região tão rica com um povo tão pobre. Formam-se profissionais que não estão nem aí para o desenvolvimento social e ambiental do lugar onde vivem. O que tem a ver a fila do R. U. com um blog que trata de meio ambiente, sociedade e responsabilidade social? Tudo a ver. Como podemos confiar em profissionais que sequer respeitam regras básicas de convivência? Devem pensar: é só a fila do R.U. mas significa muito no que tange à ética.
Precisamos de profissionais que estejam engajados com o desenvolvimento socioambiental da região. Que estejam comprometidos em contribuir, de forma ética, para o crescimento e desenvolvimento da Amazônia, de forma sustentável e sem precisar usar de meios ilícitos para que isso aconteça.
Certa vez um amigo meu disse que a gente conhece um pouco das pessoas na fila do R.U. Acho que ele tem um pouco de razão. Devemos ficar de olho em nossos atos no dia-a-dia. "Não há travesseiro mais macio do que uma consciência tranquila (Voltaire)"
Tenham todos um boa dia!
Maykon Serrão.
Yud amazônia.
Quando se fala em corrupção, vem à nossa cabeça, de imediato, a classe política. No entanto, isso não é algo inerente aos políticos. Seria mesmo injusto atribuir essa (má) qualidade somente a eles.
No dia-a-dia nos deparamos com diversas situações: No ônibus ou no metrô, quando ocupamos os assentos preferenciais, mesmo vendo idosos e outros viajando em pé; quando recebemos dinheiro a mais e não devolvemos; quando chegamos atrasados no trabalho e colocamos na folha de ponto o horário o qual deveria chegar. São atos tão corriqueiros no nosso dia-a-dia que nem nos surpreendemos mais. Isso não deveria acontecer.
O pior: quando trocamos nosso voto por favores, materiais de construção e outros, somos piores que os próprios políticos que compraram o voto.
Dia desses estava na fila do restaurante universítário (R. U.). Fui para o final da fila, como deve ser. De repente chega um grupo de, pelo menos, oito moças. Simplesmente elas se "plantaram" à frente de outras duas moças que estavam à minha frente, provavelmente eram amigas. Ficaram na maior cara-de-pau até receberem seus tickets. Comentei (bem alto, com outra moça que estava atrás de mim): Vai começar a "furação" de fila! A intenção era que elas ouvissem em alto e bom som mesmo.
Não demorou muito para que dois ou três rapazes chegassem junto à moça com a qual falei e fizessem o mesmo. Olhando um pouco mais para trás, vi que outras pessoas faziam o mesmo. percebi que não adiantava reclamar, pois estava meio que sozinho nessa.
Fiquei pensando: "esses jovens são nossos futuros profissionais. Quem sabe nossos futuros representantes na esfera política. Que espécie de profissionais serão? Estamos bem servidos..."
Por essas atitudes que temos uma região tão rica com um povo tão pobre. Formam-se profissionais que não estão nem aí para o desenvolvimento social e ambiental do lugar onde vivem. O que tem a ver a fila do R. U. com um blog que trata de meio ambiente, sociedade e responsabilidade social? Tudo a ver. Como podemos confiar em profissionais que sequer respeitam regras básicas de convivência? Devem pensar: é só a fila do R.U. mas significa muito no que tange à ética.
Precisamos de profissionais que estejam engajados com o desenvolvimento socioambiental da região. Que estejam comprometidos em contribuir, de forma ética, para o crescimento e desenvolvimento da Amazônia, de forma sustentável e sem precisar usar de meios ilícitos para que isso aconteça.
Certa vez um amigo meu disse que a gente conhece um pouco das pessoas na fila do R.U. Acho que ele tem um pouco de razão. Devemos ficar de olho em nossos atos no dia-a-dia. "Não há travesseiro mais macio do que uma consciência tranquila (Voltaire)"
Tenham todos um boa dia!
Maykon Serrão.
Yud amazônia.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Natal Solidário Yud Amazônia
Vamos participar do "Natal Solidário em prol das famílias carentes do Guamá".
Nós e estas famílias contamos com vocês!
Nós e estas famílias contamos com vocês!
domingo, 2 de dezembro de 2012
Belém, a capital das ilhas no Brasil
Algumas cidades no mundo são conhecidas por terem seus territórios tanto no continente como em alguma ilha. Temos Nova York e sua Manhattan, Estocolmo, na Suécia, e seu conjunto de ilhas, entre tantas. No Brasil temos Florianópolis e São Luis. No entanto, não conheço outra cidade no Brasil que seja formada por 39 ilhas como Belém.
Sim, nós temos esse privilégio de termos 39 ilhas sob administração da prefeitura de Belém. Isso sem contar outras que pertencem a outros municípios, como Barcarena em relação à ilha das Onças, mas que podem ser vistas da Estação das Docas e do Ver-o-peso, por exemplo. Algumas muito conhecidas, como Cotijuba, Mosqueiro e Combu. Outras nem tanto, como Jutuba, Paquetá e Cacau.
A maioria delas tem como atividade econômica a agricultura e pesca de subsistência, a coleta do açaí que abastece a capital. Outras já possuem um fluxo turístico considerável. Cotijuba e Mosqueiro predomina o turismo de massa, cujas praias são seus grandes atrativos nos feriados prolongados e veraneio. A ilha dos papagaios atrai turistas de várias partes do Brasil em passeios de barco antes do amanhecer para ver a revoada dessas aves. Combu e seus restaurantes, tendo como cenário o rio Guamá, a mata em volta e, adiante, a cidade de Belém.
Diante de todas essas referências, vêm os questionamentos: será que as mesmas atividades praticadas nas ilhas mais conhecidas seriam viáveis nas outras? Considerando a degradação observada em Cotijuba, por exemplo, é melhor termos uma política pública que contemple a atividade turística nessas ilhas, respeitando o limite de carga desses lugares, respeitando o meio ambiente e resguardando a cultura local. Não é uma boa ideia um turismo de massa em certos locais, mas o ecoturismo pode ser uma saída. Ou mesmo o chamado “Turismo de Base Comunitária”, onde a participação dos moradores locais é fundamental. Afinal, todos devem participar do processo e não seria diferente com os residentes, os maiores interessados.
A atividade turística poderia servir como uma alternativa de renda para essas pessoas, sem que elas deixassem sua atividade principal de lado. No entanto deve-se observar todas as legislações vigentes. Algumas podem ser protegidas por leis ambientais total ou parcialmente, o que inviabilizaria qualquer implantação de atividade turística no local.
Considerando que, mesmo para ilhas como o Combu e Papagaios, o acesso é precário. Se já é ruim para os visitantes, imaginem para os moradores. Turismo só é bom para o turista quando este for bom para os moradores locais. Os visitantes irão embora, mas as melhorias em infraestrutura e acesso devem permanecer para seus moradores.
Nenhum governante que passou pela prefeitura de Belém enxergou o potencial que essas ilhas possuem para o turismo na cidade. Nunca aproveitou-se o fato de estarmos em pelo delta do Amazonas, o maior do mundo. Nunca ninguém explorou isso a nosso favor. Quem chega à cidade, seja de avião ou de navio, sabe a imensidão de rios e ilhas que cercam a capital.
Há vários projetos para essas ilhas, não exatamente em relação ao turismo, mas em relação à sua biodiversidade, os costumes da população ribeirinha e sua dinâmica sociocultural. Nas próximas postagens iremos tratar de alguns desses projetos e falar mais a respeito.
Maykon Serrão.
Yud Amazônia.
Sim, nós temos esse privilégio de termos 39 ilhas sob administração da prefeitura de Belém. Isso sem contar outras que pertencem a outros municípios, como Barcarena em relação à ilha das Onças, mas que podem ser vistas da Estação das Docas e do Ver-o-peso, por exemplo. Algumas muito conhecidas, como Cotijuba, Mosqueiro e Combu. Outras nem tanto, como Jutuba, Paquetá e Cacau.
A maioria delas tem como atividade econômica a agricultura e pesca de subsistência, a coleta do açaí que abastece a capital. Outras já possuem um fluxo turístico considerável. Cotijuba e Mosqueiro predomina o turismo de massa, cujas praias são seus grandes atrativos nos feriados prolongados e veraneio. A ilha dos papagaios atrai turistas de várias partes do Brasil em passeios de barco antes do amanhecer para ver a revoada dessas aves. Combu e seus restaurantes, tendo como cenário o rio Guamá, a mata em volta e, adiante, a cidade de Belém.
Diante de todas essas referências, vêm os questionamentos: será que as mesmas atividades praticadas nas ilhas mais conhecidas seriam viáveis nas outras? Considerando a degradação observada em Cotijuba, por exemplo, é melhor termos uma política pública que contemple a atividade turística nessas ilhas, respeitando o limite de carga desses lugares, respeitando o meio ambiente e resguardando a cultura local. Não é uma boa ideia um turismo de massa em certos locais, mas o ecoturismo pode ser uma saída. Ou mesmo o chamado “Turismo de Base Comunitária”, onde a participação dos moradores locais é fundamental. Afinal, todos devem participar do processo e não seria diferente com os residentes, os maiores interessados.
A atividade turística poderia servir como uma alternativa de renda para essas pessoas, sem que elas deixassem sua atividade principal de lado. No entanto deve-se observar todas as legislações vigentes. Algumas podem ser protegidas por leis ambientais total ou parcialmente, o que inviabilizaria qualquer implantação de atividade turística no local.
Considerando que, mesmo para ilhas como o Combu e Papagaios, o acesso é precário. Se já é ruim para os visitantes, imaginem para os moradores. Turismo só é bom para o turista quando este for bom para os moradores locais. Os visitantes irão embora, mas as melhorias em infraestrutura e acesso devem permanecer para seus moradores.
Nenhum governante que passou pela prefeitura de Belém enxergou o potencial que essas ilhas possuem para o turismo na cidade. Nunca aproveitou-se o fato de estarmos em pelo delta do Amazonas, o maior do mundo. Nunca ninguém explorou isso a nosso favor. Quem chega à cidade, seja de avião ou de navio, sabe a imensidão de rios e ilhas que cercam a capital.
Há vários projetos para essas ilhas, não exatamente em relação ao turismo, mas em relação à sua biodiversidade, os costumes da população ribeirinha e sua dinâmica sociocultural. Nas próximas postagens iremos tratar de alguns desses projetos e falar mais a respeito.
Maykon Serrão.
Yud Amazônia.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Natal Chegando...
Dezembro é um mês bastante movimentado. Comércio ferve de tanta gente circulando, os shoppings ficam lotados a medida que o dia 25 de dezembro vai chegando. Isso é bom para a economia, o comércio agradece.
No entanto, nem todos estão inseridos nesse consumo. Para muitos, a realidade é bem diferente. Às vezes nem o que comer eles têm no dia de natal. Quanto mais comprar presentes.
Muitos lembram de ter que comprar presentes para amigos e parentes, mas esquecem o verdadeiro significado do Natal, que é comemorar o nascimento de Jesus Cristo. Segundo a tradição cristã, Cristo veio à Terra e pregou o princípio da caridade, do amor ao próximo, de dar sem esperar nada em troca.
Por isso mesmo devemos seguir este belo exemplo e pôr em prática o que aprendemos nas igrejas e em nossos lares. Até mesmo aqueles que não são cristãos costumam olhar para o próximo com mais carinho.
A Yud Amazônia Socioambiental quer fazer isto, mas precisa de sua ajuda. Ela está promovendo a "Gincana do Natal Sem Fome". Será realizada entre os dias 30 de novembro a 14 de dezembro, no Instituto Federal do Pará - IFPA - no Espaço Cultural Chico Mendes. Lá serão arrecadados alimentos não perecíveis e brinquedos que serão doados a comunidades carentes de Belém.
Fazendo sua doação ou sendo voluntário, você estará contribuindo para um natal melhor para muitas pessoas e fará uma grande diferença em suas vidas.
Participe! Dê sua contribuição! Seja solidário!
Contatos:
yudsocioambiental@hotmail.com
Yud Amazônia Socioambiental.
No entanto, nem todos estão inseridos nesse consumo. Para muitos, a realidade é bem diferente. Às vezes nem o que comer eles têm no dia de natal. Quanto mais comprar presentes.
Muitos lembram de ter que comprar presentes para amigos e parentes, mas esquecem o verdadeiro significado do Natal, que é comemorar o nascimento de Jesus Cristo. Segundo a tradição cristã, Cristo veio à Terra e pregou o princípio da caridade, do amor ao próximo, de dar sem esperar nada em troca.
Por isso mesmo devemos seguir este belo exemplo e pôr em prática o que aprendemos nas igrejas e em nossos lares. Até mesmo aqueles que não são cristãos costumam olhar para o próximo com mais carinho.
A Yud Amazônia Socioambiental quer fazer isto, mas precisa de sua ajuda. Ela está promovendo a "Gincana do Natal Sem Fome". Será realizada entre os dias 30 de novembro a 14 de dezembro, no Instituto Federal do Pará - IFPA - no Espaço Cultural Chico Mendes. Lá serão arrecadados alimentos não perecíveis e brinquedos que serão doados a comunidades carentes de Belém.
Fazendo sua doação ou sendo voluntário, você estará contribuindo para um natal melhor para muitas pessoas e fará uma grande diferença em suas vidas.
Participe! Dê sua contribuição! Seja solidário!
Contatos:
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Yud Amazônia Socioambiental.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
O Círio de Nazaré no Calendário Turístico Nacional.
O Círio de Nazaré retrata a força da fé e união do povo paraense. As pessoas que acompanham a procissão pela primeira vez ficam impressionadas com o mar de pessoas reunidas nas ruas do centro de Belém em louvor à padroeira dos paraenses.
Como atividade turística, a cidade fica movimentada, com hotéis quase todos lotados, turistas nos principais pontos de visitação da cidade, tudo girando em torno deste grande evento esperado o ano inteiro.
No entanto, o círio nunca foi um produto vendido como outros eventos Brasil afora, como a Oktoberfest em Santa Catarina, os carnavais no Rio de Janeiro e Salvador ou a Semana Santa em Nova Jerusalém, em Pernambuco. Talvez por falta de articulação entre o trade turístico, empresários e governo, o fato é que a festa é grandiosa por conta das pessoas que chegam à cidade dos mais diversos cantos do estado e do Brasil.
Segundo o site do Ministério do Turismo, o círio deste ano teve a presença do titular da pasta, ministro Gastão Vieira, acompanhado do governador do estado Simão Jatene. Segundo o site, o ministro sinalizou a possibilidade de o governo federal apoiar a divulgação e promoção do evento no calendário turístico nacional. Segundo o ministro, “o papel do Ministério do Turismo é criar um calendário nacional de grandes eventos e o Círio de Nazaré tem tudo para ser considerada a maior manifestação religiosa do Brasil e do mundo.”
O que muitos chamam de “turismo religioso” está inserido em “turismo cultural”. O Círio é a síntese do que o povo paraense amazônida tem de melhor a oferecer aos milhares de visitantes nacionais e estrangeiros.
Além do círio, seria bom se o ministério pudesse dar mais atenção a outras manifestações culturais espalhadas por toda a Amazônia, seja de cunho religioso ou não. Só no Pará temos o Sairé de Santarém, a Marujada de Bragança e o Festival das Tribos de Juruti, entre muitas manifestações que compõem um mosaico de cultura do nosso povo.
Para mais informações, visite:
http://www.turismo.gov.br/turismo/noticias/todas_noticias/20121015-2.html
Maykon Serrão.
Yud Amazônia.
Como atividade turística, a cidade fica movimentada, com hotéis quase todos lotados, turistas nos principais pontos de visitação da cidade, tudo girando em torno deste grande evento esperado o ano inteiro.
No entanto, o círio nunca foi um produto vendido como outros eventos Brasil afora, como a Oktoberfest em Santa Catarina, os carnavais no Rio de Janeiro e Salvador ou a Semana Santa em Nova Jerusalém, em Pernambuco. Talvez por falta de articulação entre o trade turístico, empresários e governo, o fato é que a festa é grandiosa por conta das pessoas que chegam à cidade dos mais diversos cantos do estado e do Brasil.
Segundo o site do Ministério do Turismo, o círio deste ano teve a presença do titular da pasta, ministro Gastão Vieira, acompanhado do governador do estado Simão Jatene. Segundo o site, o ministro sinalizou a possibilidade de o governo federal apoiar a divulgação e promoção do evento no calendário turístico nacional. Segundo o ministro, “o papel do Ministério do Turismo é criar um calendário nacional de grandes eventos e o Círio de Nazaré tem tudo para ser considerada a maior manifestação religiosa do Brasil e do mundo.”
O que muitos chamam de “turismo religioso” está inserido em “turismo cultural”. O Círio é a síntese do que o povo paraense amazônida tem de melhor a oferecer aos milhares de visitantes nacionais e estrangeiros.
Além do círio, seria bom se o ministério pudesse dar mais atenção a outras manifestações culturais espalhadas por toda a Amazônia, seja de cunho religioso ou não. Só no Pará temos o Sairé de Santarém, a Marujada de Bragança e o Festival das Tribos de Juruti, entre muitas manifestações que compõem um mosaico de cultura do nosso povo.
Para mais informações, visite:
http://www.turismo.gov.br/turismo/noticias/todas_noticias/20121015-2.html
Maykon Serrão.
Yud Amazônia.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Círio de Nazaré: o Natal dos Paraenses
No segundo domingo de outubro, paraenses de todos os cantos e brasileiros de vários
lugares reúnem-se para as festividades do Círio de Nazaré, em Belém. A cidade fervilha, com vários eventos acontecendo, seja no meio artístico ou religioso. O Auto do Círio, evento realizado na sexta à noite é uma síntese de todas essas manifestações. Teatro, dança, música, se misturam com a fé numa grande apoteose no final das apresentações.
No entanto, os dias mais esperados são o sábado e o domingo. Sábado á noite acontece a trasladação, que sai do Colégio Gentil Bittencourt até à Catedral Metropolitana. Assim que termina a trasladação, os promesseiros nem saem da praça da Sé para pegar um lugar na corda. No domingo, a procissão sai da catedral em direção à Basílica Santuário de Nazaré.Ao longo do percurso, várias homenagens. Seja de órgãos públicos, privados, prédios residenciais, de pessoas de várias idades, classes sociais, do ribeirinho mais humilde à senhoras de famílias tradicionais da cidade.
Este ano, numa das homenagens estavam reunidos Fafá de Belém, Elba Ramalho e o Padre Fábio de Melo, entoando cânticos em homenagem à padroeira dos paraenses, aliadas à milhares de pessoas em um só coro.
Independente de ser católico, evangélico, espírita ou mesmo outra religião não-cristã, é importante ver o círio além do campo religioso. Neste grande evento vê-se a hospitalidade do belenense, recebendo pessoas de várias partes do Brasil e do mundo como se fossem da família. Um momento de união que só se vê no natal. Não à toa é considerado como “o natal dos paraenses”. Turistas ficam encantados com cores das fitinhas e brinquedos de miriti e sabores da maniçoba e do pato do tucupi desta época tão especial aos paraenses. Os hotéis ficam quase todos lotados, sem contar as casas que hospedam parentes vindos do interior do estado.
Como atividade econômica, a cidade ganha bastante. Artesãos vindos de Abaetetuba, no nordeste do estado, trazem seus brinquedos de miriti, retirando da natureza parte de seus proventos, dando um exemplo de como podemos aproveitar a natureza de forma correta.
No entanto, o círio não é um produto que as agências e operadoras vendam lá foram, como vendem o Carnaval no Rio, por exemplo. Faltam o trade turístico, setor público e empresários olharem com mais carinho para este evento e aproveitar o que Belém tem de melhor, que é sua gente hospitaleira, para garantir que esses visitantes venham à cidade em outras épocas que não sejam somente no mês de outubro. Há tanto mais que a cidade oferece! O Círio é somente uma síntese daquilo que o paraense pode oferecer.
Sendo católico ou não, um FELIZ CÍRIO! UM FELIZ NATAL DOS PARAENSES!
Maykon Serrão
YUD AMAZÔNIA
lugares reúnem-se para as festividades do Círio de Nazaré, em Belém. A cidade fervilha, com vários eventos acontecendo, seja no meio artístico ou religioso. O Auto do Círio, evento realizado na sexta à noite é uma síntese de todas essas manifestações. Teatro, dança, música, se misturam com a fé numa grande apoteose no final das apresentações.
No entanto, os dias mais esperados são o sábado e o domingo. Sábado á noite acontece a trasladação, que sai do Colégio Gentil Bittencourt até à Catedral Metropolitana. Assim que termina a trasladação, os promesseiros nem saem da praça da Sé para pegar um lugar na corda. No domingo, a procissão sai da catedral em direção à Basílica Santuário de Nazaré.Ao longo do percurso, várias homenagens. Seja de órgãos públicos, privados, prédios residenciais, de pessoas de várias idades, classes sociais, do ribeirinho mais humilde à senhoras de famílias tradicionais da cidade.
Este ano, numa das homenagens estavam reunidos Fafá de Belém, Elba Ramalho e o Padre Fábio de Melo, entoando cânticos em homenagem à padroeira dos paraenses, aliadas à milhares de pessoas em um só coro.
Independente de ser católico, evangélico, espírita ou mesmo outra religião não-cristã, é importante ver o círio além do campo religioso. Neste grande evento vê-se a hospitalidade do belenense, recebendo pessoas de várias partes do Brasil e do mundo como se fossem da família. Um momento de união que só se vê no natal. Não à toa é considerado como “o natal dos paraenses”. Turistas ficam encantados com cores das fitinhas e brinquedos de miriti e sabores da maniçoba e do pato do tucupi desta época tão especial aos paraenses. Os hotéis ficam quase todos lotados, sem contar as casas que hospedam parentes vindos do interior do estado.
Como atividade econômica, a cidade ganha bastante. Artesãos vindos de Abaetetuba, no nordeste do estado, trazem seus brinquedos de miriti, retirando da natureza parte de seus proventos, dando um exemplo de como podemos aproveitar a natureza de forma correta.
No entanto, o círio não é um produto que as agências e operadoras vendam lá foram, como vendem o Carnaval no Rio, por exemplo. Faltam o trade turístico, setor público e empresários olharem com mais carinho para este evento e aproveitar o que Belém tem de melhor, que é sua gente hospitaleira, para garantir que esses visitantes venham à cidade em outras épocas que não sejam somente no mês de outubro. Há tanto mais que a cidade oferece! O Círio é somente uma síntese daquilo que o paraense pode oferecer.
Sendo católico ou não, um FELIZ CÍRIO! UM FELIZ NATAL DOS PARAENSES!
Maykon Serrão
YUD AMAZÔNIA
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Eleições 2012 e o Compromisso com o Desenvolvimento Sustentável na Amazônia
Ontem, 07 de outubro, mais uma vez os brasileiros voltaram às urnas. Desta vez para eleger seus representantes nas câmaras municipais e prefeituras.
Em algumas capitais da Amazônia,como Boa Vista e Palmas, onde não há 2º turno, a população já conhece os eleitos. Em outras, como Belém, Manaus, Macapá e Porto Velho, ainda terão mais ou menos quinze dias para conhecer seus novos prefeitos.
Já que falamos tanto de desenvolvimento sustentabilidade, que tal pesquisarmos o que esses candidatos têm a nos mostrar em relação a este tema? Quais serão suas propostas para o meio ambiente e turismo sustentável, por exemplo? Afinal, trata-se de Amazônia. Os olhos do mundo estarão sempre voltados para cá. Que eles vejam bons exemplos vindos desses novos prefeitos.
Uma ótima oportunidade para sabermos quem está preocupado com essas questões.
Maykon Serrão
Yud Amazônia
Em algumas capitais da Amazônia,como Boa Vista e Palmas, onde não há 2º turno, a população já conhece os eleitos. Em outras, como Belém, Manaus, Macapá e Porto Velho, ainda terão mais ou menos quinze dias para conhecer seus novos prefeitos.
Já que falamos tanto de desenvolvimento sustentabilidade, que tal pesquisarmos o que esses candidatos têm a nos mostrar em relação a este tema? Quais serão suas propostas para o meio ambiente e turismo sustentável, por exemplo? Afinal, trata-se de Amazônia. Os olhos do mundo estarão sempre voltados para cá. Que eles vejam bons exemplos vindos desses novos prefeitos.
Uma ótima oportunidade para sabermos quem está preocupado com essas questões.
Maykon Serrão
Yud Amazônia
sábado, 6 de outubro de 2012
Domingo de Cidadania em Belém: Limpa Brasil – Let’s do it!
Praça da República: local de encontro de muitos belenenses aos domingos pela manhã. É comum ver famílias reunidas, comprando artesanato, plantas, antiguidades, ouvindo música ou simplesmente caminhando pelo túnel de mangueiras.
Algumas dessas famílias que frequentam o espaço escolheram fazer uma programação diferente.Uma movimentação não muito comum tomou conta da praça centenária neste último domingo, 30/ 09. Ela foi “invadida” por várias pessoas usando camisas amarelas com os dizeres “Eu sou catador”. A praça foi um dos pontos de entrega de material reciclável colhido por voluntários do movimento “Limpa Brasil – Let’s do it!”, pela primeira vez na capital paraense. Um momento para mostrar o quanto queremos um mundo sustentável.
Outros locais da cidade, como o Ver-o-peso e a praça Batista campos, também contaram com essa iniciativa. O grupo da praça da República saiu da agencia do Banco do Brasil, na avenida Presidente Vargas, no Centro. De lá, dividiram-se em três frentes: Presidente Vargas, Assis de Vasconcelos e Frei Gil, coletando materiais como plástico, papel, papelão, garrafas PET.
No total foram 21 pontos de entrega de materiais, de pontos que iam de Mosqueiro á Cidade Velha.
Para acompanhar o movimento aqui em Belém, contamos com a presença de Tião Santos, Figura emblemática quando se trata de reciclagem e sustentabilidade. Ele ficou conhecido nacional e internacionalmente após protagonizar o filme “Lixo Extraordinário”, ao lado do artista plástico Vik Muniz e que concorreu ao Oscar 2011de melhor documentário. Desde então viaja pelo Brasil e pelo mundo ministrando palestras, suas experiências no Jardim Gramacho e nos mostra o quanto podemos fazer a diferença.
Segundo o site do Limpa Brasil, foram recolhidas 10 toneladas de materiais recicláveis nesta ação que contou com 12 mil voluntários, em Belém.
O movimento contou com o apoio de várias parceiros, entre o Poder Público e a iniciativa privada. A YUD AMAZÔNIA SOCIOAMBIENTAL esteve presente, com voluntários de escola pública, universidades, entre outros.
Ao final do dia houve um show aberto ao público (o chamado Show Limpo) no Portal da Amazônia, com a presença de Tony Garrido, Chico César o Arraial do Pavulagem.
Estamos ansiosos para a próxima edição do evento em nossa cidade. quem sabe ele não se estenda para outras cidades paraenses e em toda a Amazônia. Com ou sem o movimento, devemos fazer nossa parte a cada dia.
Maykon Serrão.
Yud Amazônia.
Algumas dessas famílias que frequentam o espaço escolheram fazer uma programação diferente.Uma movimentação não muito comum tomou conta da praça centenária neste último domingo, 30/ 09. Ela foi “invadida” por várias pessoas usando camisas amarelas com os dizeres “Eu sou catador”. A praça foi um dos pontos de entrega de material reciclável colhido por voluntários do movimento “Limpa Brasil – Let’s do it!”, pela primeira vez na capital paraense. Um momento para mostrar o quanto queremos um mundo sustentável.
Outros locais da cidade, como o Ver-o-peso e a praça Batista campos, também contaram com essa iniciativa. O grupo da praça da República saiu da agencia do Banco do Brasil, na avenida Presidente Vargas, no Centro. De lá, dividiram-se em três frentes: Presidente Vargas, Assis de Vasconcelos e Frei Gil, coletando materiais como plástico, papel, papelão, garrafas PET.
No total foram 21 pontos de entrega de materiais, de pontos que iam de Mosqueiro á Cidade Velha.
Para acompanhar o movimento aqui em Belém, contamos com a presença de Tião Santos, Figura emblemática quando se trata de reciclagem e sustentabilidade. Ele ficou conhecido nacional e internacionalmente após protagonizar o filme “Lixo Extraordinário”, ao lado do artista plástico Vik Muniz e que concorreu ao Oscar 2011de melhor documentário. Desde então viaja pelo Brasil e pelo mundo ministrando palestras, suas experiências no Jardim Gramacho e nos mostra o quanto podemos fazer a diferença.
Segundo o site do Limpa Brasil, foram recolhidas 10 toneladas de materiais recicláveis nesta ação que contou com 12 mil voluntários, em Belém.
O movimento contou com o apoio de várias parceiros, entre o Poder Público e a iniciativa privada. A YUD AMAZÔNIA SOCIOAMBIENTAL esteve presente, com voluntários de escola pública, universidades, entre outros.
Ao final do dia houve um show aberto ao público (o chamado Show Limpo) no Portal da Amazônia, com a presença de Tony Garrido, Chico César o Arraial do Pavulagem.
Estamos ansiosos para a próxima edição do evento em nossa cidade. quem sabe ele não se estenda para outras cidades paraenses e em toda a Amazônia. Com ou sem o movimento, devemos fazer nossa parte a cada dia.
Maykon Serrão.
Yud Amazônia.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Arborização: uma maneira para combater o calor nas grandes cidades da Amazônia
Nós que vivemos na Amazônia já estamos habituados às altas temperaturas e à alta umidade. Nas grandes cidades, o calor parece ser ainda mais forte. Calor este resultado das chamadas “ilhas de calor”, designação para a quantidade de ar quente presente em maior concentração nos centros da cidade, resultantes da substituição do uso de materiais naturais por casas, prédios, viadutos, avenidas e ruas asfaltadas, aliadas a maior concentração de poluição nesses centros urbanos e maior irradiação e absorção de calor nestes materiais.
Combatemos o calor de diversas maneiras, pelo menos aquelas que estão ao nosso alcance: água de coco, água normal e a sombra de uma árvore. No entanto, muitas das vezes é inevitável fugir deste calor.
Quem mora em Belém tem a sorte de contar com a sombra das mangueiras centenárias que amenizam a temperatura no centro da cidade. Quem visita Belém fica encantado com o túnel formado por essas árvores.
Infelizmente, não são todos os lugares na cidade que tem esse privilégio. Basta sair um pouco do centro e verificar que em bairros como Guamá, Terra Firme, Marambaia e Sacramenta quase não se vê árvores plantadas nas vias públicas. A arborização feita na cidade já conta com mais de um século, nos tempos do intendente Antônio Lemos. A cidade cresceu e a arborização não acompanhou o ritmo.
Uma pesquisa divulgada pelo IBGE, em 25 de maio de 2012, aponta as duas maiores cidades da Amazônia, Manaus e Belém, entre as menos arborizadas em um universo de 15 municípios com mais de um milhão de habitantes. Enquanto que Manaus apresenta o percentual de 25,1%, a capital paraense apresenta o índice de 22,4% no entorno dos domicílios com alguma árvore ao redor.
Segundo o encarte do jornal O Liberal chamado “Amazônia Viva”, de julho de 2012 (Um plano verde para Belém, p. 47), doze instituições se uniram para elaborar e implantar o Plano de Arborização Urbana de Belém. Este plano quer garantir a preservação e o manejo sustentável das arvores da cidade e expandir suas áreas verdes.
Ainda segundo a matéria, a arborização de uma cidade influencia diretamente na vida da população, embora muitas pessoas não se deem conta disso, devido a correria do dia-a-dia.
O principal benefício que logo será notado por todos é o conforto térmico. Essas árvores irão amenizar o calor desta cidade marcada por altas temperaturas o ano inteiro. Enquanto este plano não é colocado em prática, o jeito é se virar mesmo com o que temos.
E na sua cidade? Você acha que a arborização na sua cidade é satisfatória? Mande sua opinião para nós!
Maykon Serrão
Yud Amazônia
Combatemos o calor de diversas maneiras, pelo menos aquelas que estão ao nosso alcance: água de coco, água normal e a sombra de uma árvore. No entanto, muitas das vezes é inevitável fugir deste calor.
Quem mora em Belém tem a sorte de contar com a sombra das mangueiras centenárias que amenizam a temperatura no centro da cidade. Quem visita Belém fica encantado com o túnel formado por essas árvores.
Infelizmente, não são todos os lugares na cidade que tem esse privilégio. Basta sair um pouco do centro e verificar que em bairros como Guamá, Terra Firme, Marambaia e Sacramenta quase não se vê árvores plantadas nas vias públicas. A arborização feita na cidade já conta com mais de um século, nos tempos do intendente Antônio Lemos. A cidade cresceu e a arborização não acompanhou o ritmo.
Uma pesquisa divulgada pelo IBGE, em 25 de maio de 2012, aponta as duas maiores cidades da Amazônia, Manaus e Belém, entre as menos arborizadas em um universo de 15 municípios com mais de um milhão de habitantes. Enquanto que Manaus apresenta o percentual de 25,1%, a capital paraense apresenta o índice de 22,4% no entorno dos domicílios com alguma árvore ao redor.
Segundo o encarte do jornal O Liberal chamado “Amazônia Viva”, de julho de 2012 (Um plano verde para Belém, p. 47), doze instituições se uniram para elaborar e implantar o Plano de Arborização Urbana de Belém. Este plano quer garantir a preservação e o manejo sustentável das arvores da cidade e expandir suas áreas verdes.
Ainda segundo a matéria, a arborização de uma cidade influencia diretamente na vida da população, embora muitas pessoas não se deem conta disso, devido a correria do dia-a-dia.
O principal benefício que logo será notado por todos é o conforto térmico. Essas árvores irão amenizar o calor desta cidade marcada por altas temperaturas o ano inteiro. Enquanto este plano não é colocado em prática, o jeito é se virar mesmo com o que temos.
E na sua cidade? Você acha que a arborização na sua cidade é satisfatória? Mande sua opinião para nós!
Maykon Serrão
Yud Amazônia
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Falando em iniciativas...
Boa notícia! para quem queria fazer sua parte em relação a limpeza de Belém, no dia 30 de setembro a cidade receberá o movimento "Limpa Brasil - Let's do it!". Ótima oportunidade de o belenense mostrar que se preocupa com o meio ambiente e exercer seu papel de cidadão.
para participar, é preciso fazer seu cadastro em http://www.limpabrasil.com/site/como-participar/
Haverão também shows com cantores e bandas locais e nacionais, como Chico Cesar, Tony Garrido, o grupo Arraial do Pavulagem, entre outros. Será no Portal da Amazônia.
O projeto nasceu na Estônia, um dos países bálticos e já chegou a 140 países. Segundo diz o site:
Este era o empurrão que faltava para que nós moradores estávamos precisando para tomarmos alguma iniciativa. Temos a convicção de que muitos irão abraçar esta causa e mudar seus hábitos.
Maykon Serrão.
para participar, é preciso fazer seu cadastro em http://www.limpabrasil.com/site/como-participar/
Haverão também shows com cantores e bandas locais e nacionais, como Chico Cesar, Tony Garrido, o grupo Arraial do Pavulagem, entre outros. Será no Portal da Amazônia.
O projeto nasceu na Estônia, um dos países bálticos e já chegou a 140 países. Segundo diz o site:
O Limpa Brasil Let’s do it! é um movimento de cidadania e cuidado com o meio ambiente! A ideia é convidar os cidadãos para ajudar a limpar suas cidades em um dia. E incentivar a reflexão para a mudança do hábito de jogar lixo fora do lixo.
Este era o empurrão que faltava para que nós moradores estávamos precisando para tomarmos alguma iniciativa. Temos a convicção de que muitos irão abraçar esta causa e mudar seus hábitos.
Maykon Serrão.
O Mau Hábito de Jogar Lixo na Rua
Quem caminha por Belém nota o quanto a cidade precisa melhorar em relação à limpeza urbana. Não é difícil se deparar com lixo jogado pela calçada, seja em forma de entulho de construção civil, restos de comida, lixo doméstico, entre outras coisas. Não há uma via pública que não haja algo jogado na calçada ou na sarjeta.
Este é um problema que não é exclusividade da cidade. em muitos lugares no Brasil, especialmente nas grandes cidades,também enfrentam este problema. Mas vamos falar especificamente de nossa cidade.
Vários problemas podem surgir quando não cuidamos de nosso lixo da forma correta:
1- Ao jogarmos lixo nas calçadas, fatalmente o acúmulo irá gerar um transtorno quando vier uma chuva forte. Os bueiros entupirão e teremos dificuldade de atravessar a rua, por exemplo. Isso pode até mesmo causar um acidente grave se não tivermos espaço para atravessar.
2- Alguns materiais são extremamente prejudiciais ao meio ambiente. Muitos deles demoram anos para se decompor. Pior quando esses materiais são lançados nos rios, pois eles podem prejudicar também mangues e animais, trazendo prejuízo para os ribeirinhos.
3- Esteticamente, a cidade fica com um aspecto de mal cuidada, tanto pelo poder público como por seus próprios moradores. Fica esta imagem negativa dos visitantes em relação à cidade.
4- O acúmulo de lixo pode atrair pragas, como ratos. Sabemos que essas pragas podem trazer sérios problemas à saúde humana.
Poderíamos enumerar outros problemas neste texto. talvez isso sirva de consolo, mas nem sempre a cidade foi assim. Imagens antigas da praça do Relógio, por exemplo, nos mostram como era Belém antigamente. Virou hábito de uns tempos pra cá jogar lixo na rua, sem que o poder público tomasse uma iniciativa para educar as pessoas (ou mesmo as próprias pessoas se conscientizassem deste mau-hábito). Podemos, então, criar um hábito da maneira inversa: manter a cidade limpa. é uma questão de costume e educação.
Podemos fazer nossa parte. Muitas iniciativas podem ser tomadas por nós, como sociedade civil. Não precisamos esperar pelo Poder Público para fazermos alguma coisa. Temos um poder de transformação que pode influenciar outras pessoas. Só devemos aprender a usá-lo de forma correta.
Maykon Serrão - Yud Amazônia Socioambiental
Crédito da imagem: Maykon Serrão.
Este é um problema que não é exclusividade da cidade. em muitos lugares no Brasil, especialmente nas grandes cidades,também enfrentam este problema. Mas vamos falar especificamente de nossa cidade.
Vários problemas podem surgir quando não cuidamos de nosso lixo da forma correta:
1- Ao jogarmos lixo nas calçadas, fatalmente o acúmulo irá gerar um transtorno quando vier uma chuva forte. Os bueiros entupirão e teremos dificuldade de atravessar a rua, por exemplo. Isso pode até mesmo causar um acidente grave se não tivermos espaço para atravessar.
2- Alguns materiais são extremamente prejudiciais ao meio ambiente. Muitos deles demoram anos para se decompor. Pior quando esses materiais são lançados nos rios, pois eles podem prejudicar também mangues e animais, trazendo prejuízo para os ribeirinhos.
3- Esteticamente, a cidade fica com um aspecto de mal cuidada, tanto pelo poder público como por seus próprios moradores. Fica esta imagem negativa dos visitantes em relação à cidade.
4- O acúmulo de lixo pode atrair pragas, como ratos. Sabemos que essas pragas podem trazer sérios problemas à saúde humana.
Poderíamos enumerar outros problemas neste texto. talvez isso sirva de consolo, mas nem sempre a cidade foi assim. Imagens antigas da praça do Relógio, por exemplo, nos mostram como era Belém antigamente. Virou hábito de uns tempos pra cá jogar lixo na rua, sem que o poder público tomasse uma iniciativa para educar as pessoas (ou mesmo as próprias pessoas se conscientizassem deste mau-hábito). Podemos, então, criar um hábito da maneira inversa: manter a cidade limpa. é uma questão de costume e educação.
Podemos fazer nossa parte. Muitas iniciativas podem ser tomadas por nós, como sociedade civil. Não precisamos esperar pelo Poder Público para fazermos alguma coisa. Temos um poder de transformação que pode influenciar outras pessoas. Só devemos aprender a usá-lo de forma correta.
Maykon Serrão - Yud Amazônia Socioambiental
Crédito da imagem: Maykon Serrão.
Novas Postagens
Olá amigos!
Em breve teremos novas postagens em nosso blog. Há muitas novidades em relação às questões de meio ambiente, desenvolvimento socioambiental sustentável e turismo. E quem quiser contribuir para nossas postagens, fiquem a vontade. Vocês serão sempre bem vindos a contribuir para o desenvolvimento de nossa região com suas ideias e opiniões.
Yud Amazônia.
sábado, 7 de julho de 2012
Os Resultados da Rio +20 e as Diferentes Opiniões
Muito
se discutiu na Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável,
a Rio +20. Seja no Riocentro ou na Cúpula dos Povos, diante de tantas
discursões as opiniões divergem entre os diferentes atores envolvidos no
encontro.
Segundo
o Secretário-Geral da ONU, BanKi-moon, “a Rio +20 foi um sucesso”. Disse também
que o acordo final representou “uma vitória importante para o multilateralismo
depois de meses de difíceis negociações”.
| Foto: Maykon Serrão |
A
grande ausência no documento final foi a Amazônia, a maior floresta equatorial
do planeta. Mesmo com a região no centro de muitas das discussões, não há nada
que indique alguma ação a ser tomada na Amazônia. Mesmo com toda a sua
biodiversidade, talvez isso não tenha sido o suficiente para convencer os Chefes de Estado e de Governo sobre a importância da região. Muito além disso: de há 25 milhões de pessoas (contando somente os habitantes da Amazônia Brasileira) cujo desenvolvimento não chega até eles ou, se chega, é na forma de políticas equivocadas que não respeitam o meio ambiente, as cidades, os ribeirinhos e os povos da floresta.
O
que torna o tema ainda mais relevante é o fato de o Brasil ter encabeçado as
negociações. Como o resultado ficou aquém do que muita gente esperava, ficou a
impressão de que o país não exerceu liderança. Foram tirados itens importantes,
metas não foram traçadas e o resultado final é o que foi noticiado na imprensa
do mundo todo. Mas não mencionar a Amazônia no país-sede da conferência que
detém boa parte da floresta é mesmo de chamar a atenção.
Veremos, no futuro, o que
poderá acontecer de prático. Mesmo sem apoio governamental para implementar
medidas que visem o desenvolvimento sustentável na maior floresta tropical do
planeta, devemos continuar trabalhando para isso, pois alguém tem que fazer a
diferença. Não devemos ficar de braços cruzados.
Para conhecer o documento
final da Rio +20, acesse http://www.uncsd2012.org/thefuturewewant.html
Maykon Serrão
Yud Amazônia Socioambiental
Maykon Serrão
Yud Amazônia Socioambiental
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Turismo em Belém: seu potencial e seus desafios.
Belém, capital do Estado
do Pará, o segundo maior em território da Federação, é também uma das mais
antigas capitais no Brasil, prestes a completar quatro séculos. Cidade de uma
diversidade ímpar, com seus ritmos, cores, sabores, história, costumes, de um
povo hospitaleiro.
![]() |
| Palacete Pinho. Foto: Maykon Serrão |
Andando por alguns
lugares da cidade nos deparamos com um pedaço da história. Pelo Centro
Histórico vemos os diversos casarões que servem de residência ou comercio. Vemos
também igrejas seculares, praças e fortificações. Imagino como deve ter sido
viver em épocas anteriores. Às vezes fico imaginando como deve ter sido a
movimentação naquelas ruas na época da cabanagem, as batalhas travadas naquele
entorno, da tomada do palácio do governo que hoje abriga o Museu do Estado. É
um passeio pela historia do Pará e do Brasil.
![]() |
| Rio Guamá. Foto: Maykon Serrão |
Olhando para o outro
lado do rio podemos avistar diversas ilhas. Segundo a Prefeitura de Belém, são
39 que pertencem ao Município. Quantas pessoas em nossa cidade tiveram a
oportunidade de conhecer a realidade dessas ilhas? Como desenvolver a atividade
turística nelas? Será que isso é um desejo dos moradores desses locais? Será
que o turismo, como um todo, faz parte dos programas de governo dos próximos
candidatos a prefeito de Belém?
Algum tempo atrás, quando
estagiava em um hotel na Cidade Velha, conheci um casal vindo da Estônia, um
dos países bálticos. Vieram conhecer a cidade. Mais do que somente conhecer os
pontos mais badalados, como o Complexo Feliz Lusitânia, Mangal das Garças e Estação
das Docas, queriam conhecer a Amazônia de perto, o modo de vida das pessoas
mais simples, como os ribeirinhos. Queriam ver como era o processo da colheita
do açaí. Algumas agências de Belém até comercializam
pacotes que levam a algumas localidades em frente à cidade, mas eles queriam
experimentar à maneira como isso acontece de fato, desde o embarque nos
chamados “popopôs” no Ver-O-Peso ate o uso da peconha para subir na palmeira.
Tudo foi explicado por um rapaz que transporta o açaí para ser comercializado
na feira que leva o nome do fruto. Com toda a certeza, poucos estonianos tem
esse privilegio de acompanhar o passo-a-passo da produção, transporte e
comercialização do açaí, mesmo os próprios moradores de Belém.
Há tantos segmentos
onde a cidade poderia investir em relação ao turismo! Poderia ser a “Capital Cultural
da Amazônia”; a “Capital dos Eventos e Negócios” na região; a “Capital Gastronômica”;
a “Ecópole da Amazônia”... Há tantas alternativas que poderíamos falar por
muito tempo de cada uma delas. Pra ser sincero, não me interessa o fato de
querer ser a cidade mais populosa da Amazônia. Interessa-me mesmo é que seja
uma cidade com qualidade de vida, que alcance os mais diversos segmentos da
sociedade. Que sejamos a metrópole amazônica que pratica o turismo com
sustentabilidade e responsabilidade socioambiental. O turismo, se bem planejado
e executado, partindo dos princípios da sustentabilidade, pode sim ser um
elemento agregador na economia e no desenvolvimento da cidade.
Mas, o que falta para
que isso se torne realidade? Para começar, uma cidade só é boa para o turista
se for boa para a população local, principalmente os mais pobres, geralmente
deixados à margem da atividade turística. Apesar de todas as suas belezas
naturais e arquitetônicas, ainda figuramos com os piores índices de
desenvolvimento do país. O trânsito está caótico. Vemos vandalismo por toda a
parte, desde as pichações em monumentos, residências e prédios públicos, ate o
roubo de lixeiras. Mesmo com lixeiras disponíveis, pessoas mal-educadas e sem o
mínimo de civilidade ainda insistem em jogar o lixo pelas janelas dos ônibus,
nas calçadas, nas praças, na esquina mais próxima, nos rios. Essa atitude
também não pode ser interpretada como vandalismo? Imaginem a péssima impressão
que o turista vai levar da cidade e de seus moradores!
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| Contraste entre o verde e o concreto. Foto: Maykon Serrão |
Devemos cobrar melhor
infraestrutura dos governantes? Sim. Esse é o nosso direito como cidadãos. Porém,
é nosso dever zelar pelo que temos.
Não adianta somente acusar o prefeito ou governador por conta disso ou aquilo.
O que estamos fazendo enquanto sociedade civil? Estamos nos mobilizando para
mudarmos nossa realidade?
Nossos
desafios, como moradores da cidade que tanto amamos, devem ser encarados em
conjunto com o Poder Público. Muito além do Poder Público melhorar nossa infraestrutura,
do trade turístico investir mais no
setor e dos moradores locais zelarem mais pela cidade, o grande desafio é que esses três atores que alavancam o
turismo trabalhem lado a lado. Talvez o mais difícil deles. Todos devem
sair ganhando com a atividade turística. Desse modo, além de mostrarmos todos
os encantos deste pedaço da Amazônia, podemos mostrar ao mundo que sabemos fazer
turismo com responsabilidade.
Maykon Serrão é estudante do 5º semestre da Faculdade de Turismo da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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