terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal das Boas Lembranças

Várias pessoas têm um natal que não sai de sua memória. Não importa a época ou a situação. Todos temos um pouco para contar.
Uns com um natal farto, cheio de gente a sua volta. Outros (e há muita gente nesta situação), com pouco na mesa, mas com muita esperança de que o próximo natal será melhor.
Tenho dois natais inesquecíveis, aliás, dois momentos: na infância, quando tínhamos um natal onde reuníamos boa parte da família, tudo capitaneado pela minha avó, já falecida. Havia muita fartura. Tradição na família: poderia faltar qualquer coisa, menos a rabanada, que ela fazia questão de fazer. outra coisa que não poderia faltar era o presépio e a árvore. Gostava quando montávamos o presépio. Enquanto o montávamos, minha avó, do jeitinho dela, ensinava o verdadeiro significado do natal, do real propósito da vinda de Jesus à terra, que o natal significava muito mais do que a árvore, o presépio e as rabanadas.
Bons tempos aqueles da infância!
Outro momento inesquecível: entre meus 19 e 21 anos fiz um trabalho voluntário em São Paulo e Minas Gerais. Passaria dois natais longe de casa. No entanto era a chance de demonstrar o que tinha aprendido na infância. Foram dois natais onde pude ensinar às pessoas aquilo que Jesus tinha ensinado em sua passagem pela terra. Ensinamentos esses que devemos por em prática não somente na época do natal.
Caridade, amor ao próximo, compaixão, perdão. Virtudes que combinam com esta época do ano, mas que devemos ter nos outros 364 dias. dessa forma podemos fazer um natal por dia para todos aqueles que precisam de algo material ou somente um ombro amigo.

A equipe da Yud trabalha para fazer a diferença na vida de muitas pessoas. Agradecemos a todos que nos ajudaram nesta empreitada.

A Yud Amazônia deseja a todos um feliz natal. Que todos possamos pôr em prática o que Cristo ensinou em sua passagem à terra, sendo cristão ou não, todos devemos fazer nossa parte.

Maykon Serrão
crédito da imagem: http://umpontoenadamais.blogspot.com.br

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A fila do R.U.

Atos de corrupção sempre vêm à tona nos noticiários,impressos e outros meios de comunicação. Desde sempre, no Brasil e em nosso estado, ouvimos falar de um político envolvido em atos ilícitos para favorecimento próprio.
Quando se fala em corrupção, vem à nossa cabeça, de imediato, a classe política. No entanto, isso não é algo inerente aos políticos. Seria mesmo injusto atribuir essa (má) qualidade somente a eles.
No dia-a-dia nos deparamos com diversas situações: No ônibus ou no metrô, quando ocupamos os assentos preferenciais, mesmo vendo idosos e outros viajando em pé; quando recebemos dinheiro a mais e não devolvemos; quando chegamos atrasados no trabalho e colocamos na folha de ponto o horário o qual deveria chegar. São atos tão corriqueiros no nosso dia-a-dia que nem nos surpreendemos mais. Isso não deveria acontecer.
O pior: quando trocamos nosso voto por favores, materiais de construção e outros, somos piores que os próprios políticos que compraram o voto.
Dia desses estava na fila do restaurante universítário (R. U.). Fui para o final da fila, como deve ser. De repente chega um grupo de, pelo menos, oito moças. Simplesmente elas se "plantaram" à frente de outras duas moças que estavam à minha frente, provavelmente eram amigas. Ficaram na maior cara-de-pau até receberem seus tickets. Comentei (bem alto, com outra moça que estava atrás de mim): Vai começar a "furação" de fila! A intenção era que elas ouvissem em alto e bom som mesmo.
Não demorou muito para que dois ou três rapazes chegassem junto à moça com a qual falei e fizessem o mesmo. Olhando um pouco mais para trás, vi que outras pessoas faziam o mesmo. percebi que não adiantava reclamar, pois estava meio que sozinho nessa.
Fiquei pensando: "esses jovens são nossos futuros profissionais. Quem sabe nossos futuros representantes na esfera política. Que espécie de profissionais serão? Estamos bem servidos..."
Por essas atitudes que temos uma região tão rica com um povo tão pobre. Formam-se profissionais que não estão nem aí para o desenvolvimento social e ambiental do lugar onde vivem. O que tem a ver a fila do R. U. com um blog que trata de meio ambiente, sociedade e responsabilidade social? Tudo a ver. Como podemos confiar em profissionais que sequer respeitam regras básicas de convivência? Devem pensar: é só a fila do R.U. mas significa muito no que tange à ética.
Precisamos de profissionais que estejam engajados com o desenvolvimento socioambiental da região. Que estejam comprometidos em contribuir, de forma ética, para o crescimento e desenvolvimento da Amazônia, de forma sustentável e sem precisar usar de meios ilícitos para que isso aconteça.
Certa vez um amigo meu disse que a gente conhece um pouco das pessoas na fila do R.U. Acho que ele tem um pouco de razão. Devemos ficar de olho em nossos atos no dia-a-dia. "Não há travesseiro mais macio do que uma consciência tranquila (Voltaire)"

Tenham todos um boa dia!

Maykon Serrão.
Yud amazônia.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Natal Solidário Yud Amazônia

Vamos participar do "Natal Solidário em prol das famílias carentes do Guamá".


Nós e estas famílias contamos com vocês!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Belém, a capital das ilhas no Brasil

Algumas cidades no mundo são conhecidas por terem seus territórios tanto no continente como em alguma ilha. Temos Nova York e sua Manhattan, Estocolmo, na Suécia, e seu conjunto de ilhas, entre tantas. No Brasil temos Florianópolis e São Luis. No entanto, não conheço outra cidade no Brasil que seja formada por 39 ilhas como Belém.
Sim, nós temos esse privilégio de termos 39 ilhas sob administração da prefeitura de Belém. Isso sem contar outras que pertencem a outros municípios, como Barcarena em relação à ilha das Onças, mas que podem ser vistas da Estação das Docas e do Ver-o-peso, por exemplo. Algumas muito conhecidas, como Cotijuba, Mosqueiro e Combu. Outras nem tanto, como Jutuba, Paquetá e Cacau.
A maioria delas tem como atividade econômica a agricultura e pesca de subsistência, a coleta do açaí que abastece a capital. Outras já possuem um fluxo turístico considerável. Cotijuba e Mosqueiro predomina o turismo de massa, cujas praias são seus grandes atrativos nos feriados prolongados e veraneio. A ilha dos papagaios atrai turistas de várias partes do Brasil em passeios de barco antes do amanhecer para ver a revoada dessas aves. Combu e seus restaurantes, tendo como cenário o rio Guamá, a mata em volta e, adiante, a cidade de Belém.
Diante de todas essas referências, vêm os questionamentos: será que as mesmas atividades praticadas nas ilhas mais conhecidas seriam viáveis nas outras? Considerando a degradação observada em Cotijuba, por exemplo, é melhor termos uma política pública que contemple a atividade turística nessas ilhas, respeitando o limite de carga desses lugares, respeitando o meio ambiente e resguardando a cultura local. Não é uma boa ideia um turismo de massa em certos locais, mas o ecoturismo pode ser uma saída. Ou mesmo o chamado “Turismo de Base Comunitária”, onde a participação dos moradores locais é fundamental. Afinal, todos devem participar do processo e não seria diferente com os residentes, os maiores interessados.
A atividade turística poderia servir como uma alternativa de renda para essas pessoas, sem que elas deixassem sua atividade principal de lado. No entanto deve-se observar todas as legislações vigentes. Algumas podem ser protegidas por leis ambientais total ou parcialmente, o que inviabilizaria qualquer implantação de atividade turística no local.
Considerando que, mesmo para ilhas como o Combu e Papagaios, o acesso é precário. Se já é ruim para os visitantes, imaginem para os moradores. Turismo só é bom para o turista quando este for bom para os moradores locais. Os visitantes irão embora, mas as melhorias em infraestrutura e acesso devem permanecer para seus moradores.
Nenhum governante que passou pela prefeitura de Belém enxergou o potencial que essas ilhas possuem para o turismo na cidade. Nunca aproveitou-se o fato de estarmos em pelo delta do Amazonas, o maior do mundo. Nunca ninguém explorou isso a nosso favor. Quem chega à cidade, seja de avião ou de navio, sabe a imensidão de rios e ilhas que cercam a capital.
Há vários projetos para essas ilhas, não exatamente em relação ao turismo, mas em relação à sua biodiversidade, os costumes da população ribeirinha e sua dinâmica sociocultural. Nas próximas postagens iremos tratar de alguns desses projetos e falar mais a respeito.

Maykon Serrão.
Yud Amazônia.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Natal Chegando...

Dezembro é um mês bastante movimentado. Comércio ferve de tanta gente circulando, os shoppings ficam lotados a medida que o dia 25 de dezembro vai chegando. Isso é bom para a economia, o comércio agradece.

No entanto, nem todos estão inseridos nesse consumo. Para muitos, a realidade é bem diferente. Às vezes nem o que comer eles têm no dia de natal. Quanto mais comprar presentes.
Muitos lembram de ter que comprar presentes para amigos e parentes, mas esquecem o verdadeiro significado do Natal, que é comemorar o nascimento de Jesus Cristo. Segundo a tradição cristã, Cristo veio à Terra e pregou o princípio da caridade, do amor ao próximo, de dar sem esperar nada em troca.

Por isso mesmo devemos seguir este belo exemplo e pôr em prática o que aprendemos nas igrejas e em nossos lares. Até mesmo aqueles que não são cristãos costumam olhar para o próximo com mais carinho.

A Yud Amazônia Socioambiental quer fazer isto, mas precisa de sua ajuda. Ela está promovendo a "Gincana do Natal Sem Fome". Será realizada entre os dias 30 de novembro a 14 de dezembro, no Instituto Federal do Pará - IFPA - no Espaço Cultural Chico Mendes. Lá serão arrecadados alimentos não perecíveis e brinquedos que serão doados a comunidades carentes de Belém.

Fazendo sua doação ou sendo voluntário, você estará contribuindo para um natal melhor para muitas pessoas e fará uma grande diferença em suas vidas.

Participe! Dê sua contribuição! Seja solidário!

Contatos:
yudsocioambiental@hotmail.com

Yud Amazônia Socioambiental.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O Círio de Nazaré no Calendário Turístico Nacional.

O Círio de Nazaré retrata a força da fé e união do povo paraense. As pessoas que acompanham a procissão pela primeira vez ficam impressionadas com o mar de pessoas reunidas nas ruas do centro de Belém em louvor à padroeira dos paraenses.
Como atividade turística, a cidade fica movimentada, com hotéis quase todos lotados, turistas nos principais pontos de visitação da cidade, tudo girando em torno deste grande evento esperado o ano inteiro.
No entanto, o círio nunca foi um produto vendido como outros eventos Brasil afora, como a Oktoberfest em Santa Catarina, os carnavais no Rio de Janeiro e Salvador ou a Semana Santa em Nova Jerusalém, em Pernambuco. Talvez por falta de articulação entre o trade turístico, empresários e governo, o fato é que a festa é grandiosa por conta das pessoas que chegam à cidade dos mais diversos cantos do estado e do Brasil.
Segundo o site do Ministério do Turismo, o círio deste ano teve a presença do titular da pasta, ministro Gastão Vieira, acompanhado do governador do estado Simão Jatene. Segundo o site, o ministro sinalizou a possibilidade de o governo federal apoiar a divulgação e promoção do evento no calendário turístico nacional. Segundo o ministro, “o papel do Ministério do Turismo é criar um calendário nacional de grandes eventos e o Círio de Nazaré tem tudo para ser considerada a maior manifestação religiosa do Brasil e do mundo.”
O que muitos chamam de “turismo religioso” está inserido em “turismo cultural”. O Círio é a síntese do que o povo paraense amazônida tem de melhor a oferecer aos milhares de visitantes nacionais e estrangeiros.
Além do círio, seria bom se o ministério pudesse dar mais atenção a outras manifestações culturais espalhadas por toda a Amazônia, seja de cunho religioso ou não. Só no Pará temos o Sairé de Santarém, a Marujada de Bragança e o Festival das Tribos de Juruti, entre muitas manifestações que compõem um mosaico de cultura do nosso povo.
Para mais informações, visite:

http://www.turismo.gov.br/turismo/noticias/todas_noticias/20121015-2.html

Maykon Serrão.
Yud Amazônia.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Círio de Nazaré: o Natal dos Paraenses

No segundo domingo de outubro, paraenses de todos os cantos e brasileiros de vários
lugares reúnem-se para as festividades do Círio de Nazaré, em Belém. A cidade fervilha, com vários eventos acontecendo, seja no meio artístico ou religioso. O Auto do Círio, evento realizado na sexta à noite é uma síntese de todas essas manifestações. Teatro, dança, música, se misturam com a fé numa grande apoteose no final das apresentações.
No entanto, os dias mais esperados são o sábado e o domingo. Sábado á noite acontece a trasladação, que sai do Colégio Gentil Bittencourt até à Catedral Metropolitana. Assim que termina a trasladação, os promesseiros nem saem da praça da Sé para pegar um lugar na corda. No domingo, a procissão sai da catedral em direção à Basílica Santuário de Nazaré.
Ao longo do percurso, várias homenagens. Seja de órgãos públicos, privados, prédios residenciais, de pessoas de várias idades, classes sociais, do ribeirinho mais humilde à senhoras de famílias tradicionais da cidade.
Este ano, numa das homenagens estavam reunidos Fafá de Belém, Elba Ramalho e o Padre Fábio de Melo, entoando cânticos em homenagem à padroeira dos paraenses, aliadas à milhares de pessoas em um só coro.
Independente de ser católico, evangélico, espírita ou mesmo outra religião não-cristã, é importante ver o círio além do campo religioso. Neste grande evento vê-se a hospitalidade do belenense, recebendo pessoas de várias partes do Brasil e do mundo como se fossem da família. Um momento de união que só se vê no natal. Não à toa é considerado como “o natal dos paraenses”. Turistas ficam encantados com cores das fitinhas e brinquedos de miriti e sabores da maniçoba e do pato do tucupi desta época tão especial aos paraenses. Os hotéis ficam quase todos lotados, sem contar as casas que hospedam parentes vindos do interior do estado.
Como atividade econômica, a cidade ganha bastante. Artesãos vindos de Abaetetuba, no nordeste do estado, trazem seus brinquedos de miriti, retirando da natureza parte de seus proventos, dando um exemplo de como podemos aproveitar a natureza de forma correta.
No entanto, o círio não é um produto que as agências e operadoras vendam lá foram, como vendem o Carnaval no Rio, por exemplo. Faltam o trade turístico, setor público e empresários olharem com mais carinho para este evento e aproveitar o que Belém tem de melhor, que é sua gente hospitaleira, para garantir que esses visitantes venham à cidade em outras épocas que não sejam somente no mês de outubro. Há tanto mais que a cidade oferece! O Círio é somente uma síntese daquilo que o paraense pode oferecer.
Sendo católico ou não, um FELIZ CÍRIO! UM FELIZ NATAL DOS PARAENSES!

Maykon Serrão
YUD AMAZÔNIA








segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Eleições 2012 e o Compromisso com o Desenvolvimento Sustentável na Amazônia

Ontem, 07 de outubro, mais uma vez os brasileiros voltaram às urnas. Desta vez para eleger seus representantes nas câmaras municipais e prefeituras.
Em algumas capitais da Amazônia,como Boa Vista e Palmas, onde não há 2º turno, a população já conhece os eleitos. Em outras, como Belém, Manaus, Macapá e Porto Velho, ainda terão mais ou menos quinze dias para conhecer seus novos prefeitos.
Já que falamos tanto de desenvolvimento sustentabilidade, que tal pesquisarmos o que esses candidatos têm a nos mostrar em relação a este tema? Quais serão suas propostas para o meio ambiente e turismo sustentável, por exemplo? Afinal, trata-se de Amazônia. Os olhos do mundo estarão sempre voltados para cá. Que eles vejam bons exemplos vindos desses novos prefeitos.
Uma ótima oportunidade para sabermos quem está preocupado com essas questões.

Maykon Serrão
Yud Amazônia



sábado, 6 de outubro de 2012

Domingo de Cidadania em Belém: Limpa Brasil – Let’s do it!

Praça da República: local de encontro de muitos belenenses aos domingos pela manhã. É comum ver famílias reunidas, comprando artesanato, plantas, antiguidades, ouvindo música ou simplesmente caminhando pelo túnel de mangueiras.
Algumas dessas famílias que frequentam o espaço escolheram fazer uma programação diferente.Uma movimentação não muito comum tomou conta da praça centenária neste último domingo, 30/ 09. Ela foi “invadida” por várias pessoas usando camisas amarelas com os dizeres “Eu sou catador”. A praça foi um dos pontos de entrega de material reciclável colhido por voluntários do movimento “Limpa Brasil – Let’s do it!”, pela primeira vez na capital paraense. Um momento para mostrar o quanto queremos um mundo sustentável.
Outros locais da cidade, como o Ver-o-peso e a praça Batista campos, também contaram com essa iniciativa. O grupo da praça da República saiu da agencia do Banco do Brasil, na avenida Presidente Vargas, no Centro. De lá, dividiram-se em três frentes: Presidente Vargas, Assis de Vasconcelos e Frei Gil, coletando materiais como plástico, papel, papelão, garrafas PET.
No total foram 21 pontos de entrega de materiais, de pontos que iam de Mosqueiro á Cidade Velha.
Para acompanhar o movimento aqui em Belém, contamos com a presença de Tião Santos, Figura emblemática quando se trata de reciclagem e sustentabilidade. Ele ficou conhecido nacional e internacionalmente após protagonizar o filme “Lixo Extraordinário”, ao lado do artista plástico Vik Muniz e que concorreu ao Oscar 2011
de melhor documentário. Desde então viaja pelo Brasil e pelo mundo ministrando palestras, suas experiências no Jardim Gramacho e nos mostra o quanto podemos fazer a diferença.
Segundo o site do Limpa Brasil, foram recolhidas 10 toneladas de materiais recicláveis nesta ação que contou com 12 mil voluntários, em Belém.
O movimento contou com o apoio de várias parceiros, entre o Poder Público e a
iniciativa privada. A YUD AMAZÔNIA SOCIOAMBIENTAL esteve presente, com voluntários de escola pública, universidades, entre outros.
Ao final do dia houve um show aberto ao público (o chamado Show Limpo) no Portal da Amazônia, com a presença de Tony Garrido, Chico César o Arraial do Pavulagem.
Estamos ansiosos para a próxima edição do evento em nossa cidade. quem sabe ele não se estenda para outras cidades paraenses e em toda a Amazônia. Com ou sem o movimento, devemos fazer nossa parte a cada dia.





Maykon Serrão.
Yud Amazônia.





quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Arborização: uma maneira para combater o calor nas grandes cidades da Amazônia

Nós que vivemos na Amazônia já estamos habituados às altas temperaturas e à alta umidade. Nas grandes cidades, o calor parece ser ainda mais forte. Calor este resultado das chamadas “ilhas de calor”, designação para a quantidade de ar quente presente em maior concentração nos centros da cidade, resultantes da substituição do uso de materiais naturais por casas, prédios, viadutos, avenidas e ruas asfaltadas, aliadas a maior concentração de poluição nesses centros urbanos e maior irradiação e absorção de calor nestes materiais.
Combatemos o calor de diversas maneiras, pelo menos aquelas que estão ao nosso alcance: água de coco, água normal e a sombra de uma árvore. No entanto, muitas das vezes é inevitável fugir deste calor.
Quem mora em Belém tem a sorte de contar com a sombra das mangueiras centenárias que amenizam a temperatura no centro da cidade. Quem visita Belém fica encantado com o túnel formado por essas árvores.
Infelizmente, não são todos os lugares na cidade que tem esse privilégio. Basta sair um pouco do centro e verificar que em bairros como Guamá, Terra Firme, Marambaia e Sacramenta quase não se vê árvores plantadas nas vias públicas. A arborização feita na cidade já conta com mais de um século, nos tempos do intendente Antônio Lemos. A cidade cresceu e a arborização não acompanhou o ritmo.
Uma pesquisa divulgada pelo IBGE, em 25 de maio de 2012, aponta as duas maiores cidades da Amazônia, Manaus e Belém, entre as menos arborizadas em um universo de 15 municípios com mais de um milhão de habitantes. Enquanto que Manaus apresenta o percentual de 25,1%, a capital paraense apresenta o índice de 22,4% no entorno dos domicílios com alguma árvore ao redor.
Segundo o encarte do jornal O Liberal chamado “Amazônia Viva”, de julho de 2012 (Um plano verde para Belém, p. 47), doze instituições se uniram para elaborar e implantar o Plano de Arborização Urbana de Belém. Este plano quer garantir a preservação e o manejo sustentável das arvores da cidade e expandir suas áreas verdes.
Ainda segundo a matéria, a arborização de uma cidade influencia diretamente na vida da população, embora muitas pessoas não se deem conta disso, devido a correria do dia-a-dia.
O principal benefício que logo será notado por todos é o conforto térmico. Essas árvores irão amenizar o calor desta cidade marcada por altas temperaturas o ano inteiro. Enquanto este plano não é colocado em prática, o jeito é se virar mesmo com o que temos.
E na sua cidade? Você acha que a arborização na sua cidade é satisfatória? Mande sua opinião para nós!

Maykon Serrão
Yud Amazônia

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Falando em iniciativas...

Boa notícia! para quem queria fazer sua parte em relação a limpeza de Belém, no dia 30 de setembro a cidade receberá o movimento "Limpa Brasil - Let's do it!". Ótima oportunidade de o belenense mostrar que se preocupa com o meio ambiente e exercer seu papel de cidadão.

para participar, é preciso fazer seu cadastro em http://www.limpabrasil.com/site/como-participar/

Haverão também shows com cantores e bandas locais e nacionais, como Chico Cesar, Tony Garrido, o grupo Arraial do Pavulagem, entre outros. Será no Portal da Amazônia.

O projeto nasceu na Estônia, um dos países bálticos e já chegou a 140 países. Segundo diz o site:
O Limpa Brasil Let’s do it! é um movimento de cidadania e cuidado com o meio ambiente! A ideia é convidar os cidadãos para ajudar a limpar suas cidades em um dia. E incentivar a reflexão para a mudança do hábito de jogar lixo fora do lixo.

Este era o empurrão que faltava para que nós moradores estávamos precisando para tomarmos alguma iniciativa. Temos a convicção de que muitos irão abraçar esta causa e mudar seus hábitos.

Maykon Serrão.


O Mau Hábito de Jogar Lixo na Rua

Quem caminha por Belém nota o quanto a cidade precisa melhorar em relação à limpeza urbana. Não é difícil se deparar com lixo jogado pela calçada, seja em forma de entulho de construção civil, restos de comida, lixo doméstico, entre outras coisas. Não há uma via pública que não haja algo jogado na calçada ou na sarjeta.
Este é um problema que não é exclusividade da cidade. em muitos lugares no Brasil, especialmente nas grandes cidades,também enfrentam este problema. Mas vamos falar especificamente de nossa cidade.
Vários problemas podem surgir quando não cuidamos de nosso lixo da forma correta:

1- Ao jogarmos lixo nas calçadas, fatalmente o acúmulo irá gerar um transtorno quando vier uma chuva forte. Os bueiros entupirão e teremos dificuldade de atravessar a rua, por exemplo. Isso pode até mesmo causar um acidente grave se não tivermos espaço para atravessar.
2- Alguns materiais são extremamente prejudiciais ao meio ambiente. Muitos deles demoram anos para se decompor. Pior quando esses materiais são lançados nos rios, pois eles podem prejudicar também mangues e animais, trazendo prejuízo para os ribeirinhos.
3- Esteticamente, a cidade fica com um aspecto de mal cuidada, tanto pelo poder público como por seus próprios moradores. Fica esta imagem negativa dos visitantes em relação à cidade.
4- O acúmulo de lixo pode atrair pragas, como ratos. Sabemos que essas pragas podem trazer sérios problemas à saúde humana.

Poderíamos enumerar outros problemas neste texto. talvez isso sirva de consolo, mas nem sempre a cidade foi assim. Imagens antigas da praça do Relógio, por exemplo, nos mostram como era Belém antigamente. Virou hábito de uns tempos pra cá jogar lixo na rua, sem que o poder público tomasse uma iniciativa para educar as pessoas (ou mesmo as próprias pessoas se conscientizassem deste mau-hábito). Podemos, então, criar um hábito da maneira inversa: manter a cidade limpa. é uma questão de costume e educação.

Podemos fazer nossa parte. Muitas iniciativas podem ser tomadas por nós, como sociedade civil. Não precisamos esperar pelo Poder Público para fazermos alguma coisa. Temos um poder de transformação que pode influenciar outras pessoas. Só devemos aprender a usá-lo de forma correta.

Maykon Serrão - Yud Amazônia Socioambiental

Crédito da imagem: Maykon Serrão.

Novas Postagens

Olá amigos! Em breve teremos novas postagens em nosso blog. Há muitas novidades em relação às questões de meio ambiente, desenvolvimento socioambiental sustentável e turismo. E quem quiser contribuir para nossas postagens, fiquem a vontade. Vocês serão sempre bem vindos a contribuir para o desenvolvimento de nossa região com suas ideias e opiniões. Yud Amazônia.

sábado, 7 de julho de 2012

Os Resultados da Rio +20 e as Diferentes Opiniões


Muito se discutiu na Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20. Seja no Riocentro ou na Cúpula dos Povos, diante de tantas discursões as opiniões divergem entre os diferentes atores envolvidos no encontro.
Segundo o Secretário-Geral da ONU, BanKi-moon, “a Rio +20 foi um sucesso”. Disse também que o acordo final representou “uma vitória importante para o multilateralismo depois de meses de difíceis negociações”.
Foto: Maykon Serrão
No entanto, vários representantes de organizações não governamentais criticaram o documento final. Em um documento paralelo, intitulado “Manifesto Ambientalista: a Rio +20 que não queremos” afirmam que “O documento intitulado O Futuro que Queremos é fraco e está muito aquém do espírito e dos avanços conquistados nestes últimos 20 anos, desde a Rio-92.”
A grande ausência no documento final foi a Amazônia, a maior floresta equatorial do planeta. Mesmo com a região no centro de muitas das discussões, não há nada que indique alguma ação a ser tomada na Amazônia. Mesmo com toda a sua biodiversidade, talvez isso não tenha sido o suficiente para convencer os Chefes de Estado e de Governo sobre a importância da região. Muito além disso: de há 25 milhões de pessoas (contando somente os habitantes da Amazônia Brasileira) cujo desenvolvimento não chega até eles ou, se chega, é na forma de políticas equivocadas que não respeitam o meio ambiente, as cidades, os ribeirinhos e os povos da floresta.
O que torna o tema ainda mais relevante é o fato de o Brasil ter encabeçado as negociações. Como o resultado ficou aquém do que muita gente esperava, ficou a impressão de que o país não exerceu liderança. Foram tirados itens importantes, metas não foram traçadas e o resultado final é o que foi noticiado na imprensa do mundo todo. Mas não mencionar a Amazônia no país-sede da conferência que detém boa parte da floresta é mesmo de chamar a atenção.
Veremos, no futuro, o que poderá acontecer de prático. Mesmo sem apoio governamental para implementar medidas que visem o desenvolvimento sustentável na maior floresta tropical do planeta, devemos continuar trabalhando para isso, pois alguém tem que fazer a diferença. Não devemos ficar de braços cruzados.

Para conhecer o documento final da Rio +20, acesse http://www.uncsd2012.org/thefuturewewant.html

Maykon Serrão
Yud Amazônia Socioambiental




quarta-feira, 4 de julho de 2012

Turismo em Belém: seu potencial e seus desafios.

Belém, capital do Estado do Pará, o segundo maior em território da Federação, é também uma das mais antigas capitais no Brasil, prestes a completar quatro séculos. Cidade de uma diversidade ímpar, com seus ritmos, cores, sabores, história, costumes, de um povo hospitaleiro.
Palacete Pinho. Foto: Maykon Serrão
Andando por alguns lugares da cidade nos deparamos com um pedaço da história. Pelo Centro Histórico vemos os diversos casarões que servem de residência ou comercio. Vemos também igrejas seculares, praças e fortificações. Imagino como deve ter sido viver em épocas anteriores. Às vezes fico imaginando como deve ter sido a movimentação naquelas ruas na época da cabanagem, as batalhas travadas naquele entorno, da tomada do palácio do governo que hoje abriga o Museu do Estado. É um passeio pela historia do Pará e do Brasil.
Rio Guamá. Foto: Maykon Serrão
Olhando para o outro lado do rio podemos avistar diversas ilhas. Segundo a Prefeitura de Belém, são 39 que pertencem ao Município. Quantas pessoas em nossa cidade tiveram a oportunidade de conhecer a realidade dessas ilhas? Como desenvolver a atividade turística nelas? Será que isso é um desejo dos moradores desses locais? Será que o turismo, como um todo, faz parte dos programas de governo dos próximos candidatos a prefeito de Belém?
Algum tempo atrás, quando estagiava em um hotel na Cidade Velha, conheci um casal vindo da Estônia, um dos países bálticos. Vieram conhecer a cidade. Mais do que somente conhecer os pontos mais badalados, como o Complexo Feliz Lusitânia, Mangal das Garças e Estação das Docas, queriam conhecer a Amazônia de perto, o modo de vida das pessoas mais simples, como os ribeirinhos. Queriam ver como era o processo da colheita do açaí.  Algumas agências de Belém até comercializam pacotes que levam a algumas localidades em frente à cidade, mas eles queriam experimentar à maneira como isso acontece de fato, desde o embarque nos chamados “popopôs” no Ver-O-Peso ate o uso da peconha para subir na palmeira. Tudo foi explicado por um rapaz que transporta o açaí para ser comercializado na feira que leva o nome do fruto. Com toda a certeza, poucos estonianos tem esse privilegio de acompanhar o passo-a-passo da produção, transporte e comercialização do açaí, mesmo os próprios moradores de Belém.
Há tantos segmentos onde a cidade poderia investir em relação ao turismo! Poderia ser a “Capital Cultural da Amazônia”; a “Capital dos Eventos e Negócios” na região; a “Capital Gastronômica”; a “Ecópole da Amazônia”... Há tantas alternativas que poderíamos falar por muito tempo de cada uma delas. Pra ser sincero, não me interessa o fato de querer ser a cidade mais populosa da Amazônia. Interessa-me mesmo é que seja uma cidade com qualidade de vida, que alcance os mais diversos segmentos da sociedade. Que sejamos a metrópole amazônica que pratica o turismo com sustentabilidade e responsabilidade socioambiental. O turismo, se bem planejado e executado, partindo dos princípios da sustentabilidade, pode sim ser um elemento agregador na economia e no desenvolvimento da cidade.
Mas, o que falta para que isso se torne realidade? Para começar, uma cidade só é boa para o turista se for boa para a população local, principalmente os mais pobres, geralmente deixados à margem da atividade turística. Apesar de todas as suas belezas naturais e arquitetônicas, ainda figuramos com os piores índices de desenvolvimento do país. O trânsito está caótico. Vemos vandalismo por toda a parte, desde as pichações em monumentos, residências e prédios públicos, ate o roubo de lixeiras. Mesmo com lixeiras disponíveis, pessoas mal-educadas e sem o mínimo de civilidade ainda insistem em jogar o lixo pelas janelas dos ônibus, nas calçadas, nas praças, na esquina mais próxima, nos rios. Essa atitude também não pode ser interpretada como vandalismo? Imaginem a péssima impressão que o turista vai levar da cidade e de seus moradores!
Contraste entre o verde e o concreto. Foto: Maykon Serrão
Devemos cobrar melhor infraestrutura dos governantes? Sim. Esse é o nosso direito como cidadãos. Porém, é nosso dever zelar pelo que temos. Não adianta somente acusar o prefeito ou governador por conta disso ou aquilo. O que estamos fazendo enquanto sociedade civil? Estamos nos mobilizando para mudarmos nossa realidade?
Nossos desafios, como moradores da cidade que tanto amamos, devem ser encarados em conjunto com o Poder Público. Muito além do Poder Público melhorar nossa infraestrutura, do trade turístico investir mais no setor e dos moradores locais zelarem mais pela cidade, o grande desafio é que esses três atores que alavancam o turismo trabalhem lado a lado. Talvez o mais difícil deles. Todos devem sair ganhando com a atividade turística. Desse modo, além de mostrarmos todos os encantos deste pedaço da Amazônia, podemos mostrar ao mundo que sabemos fazer turismo com responsabilidade.

Maykon Serrão é estudante do 5º semestre da Faculdade de Turismo da Universidade Federal do Pará (UFPA).

sábado, 16 de junho de 2012

"Municípios Verdes" será levado à Rio + 20



O Programa Municípios Verdes (PMV) é o carro-chefe que o Governo do Estado irá levar à Conferência Rio + 20. A ideia do programa é a de reduzir o desmatamento de forma consistente e significativa e, ao mesmo tempo, promover a mudança da base da economia rural do Estado em direção a uma economia de baixo carbono e maior valor agregado. A inspiração veio de um município que durante muitos anos foi símbolo de desmatamento, trabalho escravo e desrespeito às leis trabalhistas: Paragominas. Em 2008 o município lançou o projeto ‘Paragominas: Município Verde’. Dois anos depois, foi o primeiro município a sair da lista de embargo do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
O PMV tem adotado três eixos estratégicos para enfrentar o desmatamento e apoiar o desenvolvimento sustentável. O primeiro é o Ordenamento Ambiental e Fundiário. A partir de pactos locais, é iniciado um processo de regularização ambiental através do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do monitoramento intensivo do desmatamento ocorrido nos municípios, com o apoio de Organizações Não Governamentais (ONGs) e das prefeituras, que se encarregam de checar mensalmente os focos de desmatamento detectados. “A identificação das atividades causadoras do desmatamento resulta na adoção de medidas de controle corretivas ou preventivas mais estratégicas e eficientes. Produtores que não desmatam e em processo de regularização ambiental, gozam de incentivos, como acesso ao crédito, mercado consumidor e possibilidade de desembargar suas propriedades. Além disso, este componente prevê a criação e consolidação de Áreas Protegidas e ações de regularização fundiária”, diz o advogado Justiniano Netto, Secretário Extraordinário de Estado para Coordenação do Programa Municípios Verdes.
Outro eixo é o da Gestão Ambiental Compartilhada. O PMV promove a estruturação dos municípios para a gestão ambiental, com enfoque no controle do desmatamento e licenciamento ambiental rural. Estimam-se mais de 300 mil imóveis rurais passíveis de licenciamento ambiental no Pará, número que está muito acima da capacidade operacional do órgão ambiental estadual. O terceiro eixo é o Apoio à Produção Sustentável. O programa estimula, ainda, os modelos produtivos sustentáveis, incentivando, por exemplo, a intensificação da agropecuária e do reflorestamento nas áreas já alteradas, bem como o desenvolvimento da economia florestal a partir do manejo múltiplo de florestas nativas (especialmente em áreas de concessão e manejo comunitário), da restauração florestal e do pagamento pelos serviços ambientais.
Em Paragominas, o município modelo do sistema, mais de 90% das propriedades estão regularizadas no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O resultado é que no ano passado houve apenas um desmatamento ilegal no município. O infrator foi descoberto e punido rapidamente. No município foi firmado um pacto de não desmatamento entre as lideranças políticas e empresariais do local. Depois disso vieram a assinatura de compromisso com o MPF, a estrutura de fiscalização, o diagnóstico ambiental e um investimento essencial para criar uma cultura de respeito ao meio ambiente: a educação ambiental. “O município tornou-se exemplo de como se pode aliar produção agropecuária com respeito às leis ambientais na Amazônia”, diz o prefeito de Paragominas Adnam Demachki que vai ministrar a palestra “Política Estadual de Meio Ambiente. A trajetória dos Municípios Verdes, em Paragominas” na próxima terça-feira, às 19h00, na Faculdade Ideal (FACI), durante a programação da Semana do Meio Ambiente da faculdade. O prefeito vai poder mostrar como a pecuária, antes apontada por cientistas como maior causa de desmatamento da Amazônia, pode estar passando por uma mudança radical a partir da experiência de Paragominas e do Pará. E o que os produtores rurais no estado estão experimentando, ao contrário do que se possa imaginar, não é uma diminuição de produção ou de lucratividade. Até fevereiro de 2012, a adesão ao PMV já incluía 91 municípios de um total de 144. Esses municípios representam mais que 1 milhão de km² do território paraense, equivalente ao território da Colômbia.

METAS
As metas do programa são ambiciosas, mas possíveis de serem cumpridas. A primeira meta é a redução de 80% do desmatamento até 2020 comparando com a média anual de 6.255 quilômetros quadrados (1996-2005). “Seguindo a mesma linha da meta federal, isso será feito em mais duas etapas com uma redução para 2.104 quilômetros quadrados até 2015 e depois para 1.233 quilômetros quadrados até 2020”, diz o secretário. A segunda meta é a redução de degradação florestal (exploração madeireira e/ou fogo em áreas florestais). A meta 3 é de adesão de imóveis rurais no CAR, saltando de cerca de 23,4 mil em 2010 para 150 mil propriedades em 2014. A quarta meta é a adoção do licenciamento ambiental rural em pelo menos 80% dos imóveis rurais sob regime de CAR até 2014. A meta 5 é a recuperação do passivo ambiental de Reserva Legal (RL) e Áreas de Preservação Permanente (APP). As últimas metas são o aumento da produtividade da pecuária e intensificação da produção nas demais cadeias produtivas. Na pecuária, a meta é triplicar a produtividade atual de apenas 0,5 cabeças/hectare. Por fim, o apoio à regularização fundiária nos imóveis rurais.




Fonte: DOL - Diário do Pará
Publicado em: 04 jun 2012

Produzir carne sem desmatar é possível



Historicamente assumindo um papel de vilã no desmatamento amazônico, a pecuária aos poucos começa a inverter esse quadro. Quase três anos depois de iniciado o pacto entre produtores rurais e o Ministério Público Federal, a ideia de regularização da cadeia da pecuária, chamada de Campanha Carne Legal, fez com que houvesse uma redução de 40% no desmatamento no Estado. Os dados, que correspondem ao período entre agosto de 2010 e julho de 2011, mostram que iniciativas sustentáveis não andam na contramão da rentabilidade.
A pecuária não perdeu espaço, ganhou produtividade e desmatou menos. O risco agora é manter essa mesma situação com a mudança do Código Florestal, considerado por especialistas um retrocesso nas questões ambientais brasileiras.
A campanha Carne Legal, que atualmente é um dos carros-chefes na divulgação de iniciativas da chamada economia verde paraense, chegou a receber diversos ataques de lideranças ruralistas, ainda comprometidas com práticas atrasadas de produção, mas acabou tendo o reconhecimento dos consumidores e foi eleita como a melhor campanha publicitária pelo júri acadêmico do prêmio GreenBest, o primeiro concurso nacional para selecionar as empresas, produtos e projetos que mais contribuem para a sustentabilidade no país.
A ideia foi iniciada em 2009 com embargo sobre o gado paraense. Havia uma situação de descontrole e irregularidades tão evidentes que a Associação Brasileira de Supermercados suspendeu a compra de produtos bovinos paraenses, por 40 dias. Um dos maiores abatedouros de Marabá teve de fechar temporariamente as portas. O jeito foi negociar.
Foi feito o primeiro Termo de Ajuste de Conduta do MPF com o frigorífico Bertin, que se comprometeu a fazer uma série de exigências ambientais e sociais aos fornecedores. Atualmente já são 18 frigoríficos e 51 marchantes, curtumes, açougues e varejistas que se comprometeram a cumprir as exigências.
A medida assustou produtores, temerosos das perdas imediatas de lucro, mas houve redução expressiva do desmatamento. O Imazon, responsável pela avaliação dos dados de desmatamento para a campanha, avaliou que a consolidação da tendência de queda no Pará está diretamente conectada aos acordos e compromissos que o Ministério Público Federal obteve de pecuaristas, frigoríficos, varejistas, prefeituras municipais e do Governo do Estado do Pará.
Produtores se adequaram à legislação
Com isso, houve uma mudança gradual de comportamento. Atualmente, as propriedades rurais que pretendam negociar no mercado da pecuária não podem ser flagradas nem processadas por trabalho escravo, invasão de terras públicas e desmatamento ilegal. Também são obrigadas a estar no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e, gradualmente, em prazos determinados pelo MPF, terão que pedir e obter Licença Ambiental Rural para as atividades produtivas, assim como comprovar a regularização fundiária.
O CAR tem sido uma ferramenta fundamental porque permite um raio-x da estrutura fundiária do Estado, algo quase impossível até pouco tempo atrás. Quem quer se regularizar, tem que ter o CAR. E quem não entrar no cadastro sabe que vai ser objeto de fiscalização preferencial e está sujeito a embargo e apreensão de produtos pelos fiscais. Quase 40 mil imóveis rurais, de acordo com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente já possuem o documento. Isso representa mais de 20 milhões de hectares informados. A mudança de comportamento é visível.
Segundo o MPF, até 2009, o Cadastro Ambiental Rural existia no papel, mas das estimadas 150 mil propriedades rurais do Estado, apenas 400 estavam cadastradas. “Não havia interesse dos produtores nem estrutura do estado para promover a regularização. Por causa do descontrole, o Pará exibia os maiores índices de irregularidades ligadas à criação de gado, de trabalho escravo a desmatamento e invasão de terras públicas”, diz o procurador Daniel Azeredo.
Meta é acabar com áreas de desmatamento
O apoio agora é bem maior. Um exemplo é o dado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e pelas maiores redes varejistas do país – Wal Mart, Pão de Açúcar, Carrefour, que concordaram em fazer um acordo de cooperação técnica com o Ministério Público Federal para estimular os fornecedores de produtos bovinos que se comprometerem com a regularização ambiental. A cooperação é parte do esforço pelo desmatamento zero na indústria da carne em toda a Amazônia.
“A decisão da Associação Brasileira de Supermercados de suspender a compra de carne produzida em área de desmatamento ilegal, em 2009, foi essencial para o avanço do trabalho do MPF e do setor produtivo pela regularização da pecuária na Amazônia”, explica o procurador da República Daniel Azeredo Avelino.
O Ministério Público Federal diz que os supermercados já cumprem várias exigências legais na aquisição de carne e outros subprodutos da pecuária bovina, mas com a cooperação técnica estão aptos a criar sistemas de informação ao consumidor que contemplem a nova etapa da regularização.
Segundo o MPF, o termo de cooperação técnica entre supermercados e MPF está sendo elaborado e deve garantir troca mais rápida de informações entre os varejistas e os procuradores da República nos Estados. O alvo é a fiscalização sobre a clandestinidade na produção de carne. 



Fonte: DOL - Diário do Pará
Publicado em: 04 jun 2012

Globalização não respeita a Amazônia



Foto: National Geographic Brasil
A Conferência da ONU para o desenvolvimento e o meio ambiente – a Rio+20 – será, de certa forma, palco para ideias divergentes a respeito dos novos conceitos que envolvem sustentabilidade. O Fórum da Amazônia Oriental (FAOR) critica o que chama de falsas soluções apresentadas pela ‘globalização capitalista’ que, segundo a entidade, favorecem a expansão do capital na exploração acelerada dos bens comuns. Segundo o FAOR, seria um novo movimento do capital se manifestando em dois planos. Primeiro na busca de apropriação e mercantilização de novos espaços territoriais (solos, subsolos, fundos marinhos, éter) e de novos domínios (biodiversidade, ecossistemas, corpo humano, culturas, conhecimentos). “No caso da (Pan)Amazônia, a violência a que são submetidas as populações indígenas, ribeirinhas, extrativistas, agricultores(as) familiares, remanescentes de quilombos não é algo contingencial, ou seja, não é exceção à regra, mas a regra em si mesma. É preciso expropriá-las, expulsá-las ou confiná-las em espaços bem delimitados para que as terras da Amazônia possam ser transacionadas no mercado, vendidas e compradas”, diz Aldalice Otterloo, coordenadora do Fórum.
O FAOR é uma rede que engloba várias organizações sociais. No dia 29 de março de 2012, realizou uma conferência visando discutir a participação na Rio+20. O encontro gerou uma carta com o posicionamento das entidades diante dos temas propostos na conferência do Rio de Janeiro. Segundo o documento, a maneira sofisticada nessa etapa de globalização para garantir ao grande capital – o acesso, uso e controle de vastos territórios da Amazônia – é o mercado de carbono. De acordo com o FAOR, esse tipo de negócio permitirá às corporações econômicas e aos estados nacionais mais poderosos (Estados Unidos, China, França, Alemanha, Japão e outros) negociarem o direito de poluir a atmosfera, pagando aos demais países por esse direito através da compra de títulos na bolsa de valores. “É a carbonificação da economia ou a financeirização da natureza. A ideia é proporcionar imensos lucros às corporações e seus estados com a crise ambiental. É isso mesmo: a crise ambiental se transformou numa mercadoria valiosa, mesmo que isto venha agravar os riscos a nossa própria existência enquanto espécie”, diz a coordenadora.
De acordo com a carta da Conferência, na Amazônia muitas empresas (nacionais e estrangeiras) “buscam freneticamente estabelecer acordos comerciais com povos indígenas através de contratos. Quando lemos tais contratos, vemos com clareza que o objetivo é garantir aos conglomerados econômicos o controle dessas áreas, de sua biodiversidade; enquanto que às comunidades se pretende repassar recursos que nem de perto se aproximam dos lucros que serão obtidos pelas empresas”.



O documento diz ainda que, em relação às cidades da Amazônia brasileira, a grande maioria encontra-se alijada de muitas políticas governamentais em execução no país. “Isto porque a política urbana contempla usualmente as grandes cidades ou aquelas integrantes de regiões metropolitanas. As pequenas e médias cidades são excluídas ou secundarizadas, privando suas populações do acesso aos bens, serviços e equipamentos públicos importantes para garantir boa qualidade de vida dos habitantes”, explica a carta. “As populações da Amazônia possuem diversos modos de vida, uma economia centrada nas pessoas e não no capital, formas coletivas de apropriação, uso e gestão de seus territórios, tecnologias de produção agroecológicas e um saber que compartilha a sobrevivência dos ecossistemas com a segurança alimentar e cultural dos povos que vivem neles e deles”, destaca a coordenadora do FAOR. 



Fonte: DOL - Diário do Pará
Publicado em: 04 jun 2012

Os dois lados do novo Código Florestal



Foto: Maykon Serrão
Enquanto os ruralistas paraenses insistem em andar na contramão da história e não perceber o mundo em que vivem, afirmando que o aquecimento global é uma fraude, o novo Código Florestal brasileiro foi aprovado e já sofreu mais de 600 emendas parlamentares, avaliadas pela ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira como parte do processo democrático. As emendas foram feitas justamente pelo setor que se coloca como produtivo, em detrimento dos outros setores.
O Código Florestal pode não ser o ideal, mas segundo a advogada Syglea Rejane Magalhães Lopes, 46 anos, trouxe aspectos tantos positivos como negativos. Saber lidar com eles é o desafio. Coordenadora do curso de Direito do Grupo Ideal e doutora em Direitos Humanos e Meio Ambiente, Syglea Lopes ministrou uma palestra na faculdade no início da semana justamente para destacar os dois lados da moeda do novo Código.
“O perdão ambiental para infratores até a data de 22 de julho de 2008 é um dos aspectos negativos”, diz ela. “O golpe de misericórdia foi a flexibilização geral. Para as áreas consolidadas houve o perdão e o direito de permanecer fazendo aquela mesma atividade”. Segundo a especialista, o Código manteve os instrumentos, como as reservas legais e áreas de preservação permanente, mas atenuou a reparação de danos a essas áreas. “As áreas consolidadas, ou seja, já com danos ambientais, sobrepuseram-se as áreas de preservação e reservas legais, com excessos de flexibilização”, afirma.

Foto: Maykon Serrão
O Código também dispensou a averbação da reserva legal. Reserva Legal é a área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, que não seja a de preservação permanente, onde não é permitido o corte raso, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. A ideia de averbação é dar publicidade à reserva legal, para que futuros adquirentes saibam onde está localizada, seus limites e confrontações, uma vez que podem ser demarcadas em qualquer lugar da propriedade. E a lei determina que, uma vez demarcada, fica vedada a alteração de sua destinação, inclusive nos casos de transmissão, a qualquer título, nos casos de desmembramento ou de retificação de área.



Fonte: DOL - Diário do Pará
Publicado em: 07 jun 2012

sábado, 9 de junho de 2012

Floresta precisa agregar mais valor.


Um ouriço de castanha-do-Pará costuma ser vendido pelos extrativistas por R$ 0,80. O litro do óleo da castanha, um produto já industrializado, custa algo em torno de R$ 40,00. A renda gerada pelo produto florestal é grande, mas pouco se sabia até então a respeito de qual era o valor pelo menos aproximado disso. É o que pretende mostrar o estudo “Cadeias de Comercialização de Produtos Florestais Não Madeireiros (PFNM)”, desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), com a parceria do Instituto de Desenvolvimento Florestal do estado do Pará (Ideflor) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Amazônia Oriental, além de fundamento metodológico do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (NAEA/UFPA).O estudo considera análises socioeconômicas das cadeias de comercialização dos PFNM para as Regiões de Integração do Baixo Amazonas, Guamá, Rio Caeté, Xingu e Marajó. “Os diagnósticos dos PFNM descortinam uma economia invisível até então, demonstrando que no seu entorno existe uma grande movimentação de mão-de-obra e geração de renda contribuindo para a valorização dos ativos florestais como alternativa sustentável ao desenvolvimento da região” analisa Cassiano Ribeiro, diretor de pesquisas socioeconômicas e análise conjuntural do Idesp.O trabalho mostra que os produtos florestais geram mais renda do que seria previsível supor e podem servir de guia para iniciativas do próprio governo estadual para valorização da floresta em pé. Os estudos identificaram, por exemplo, que na Região de Integração do Baixo Amazonas, o produto de destaque é a castanha-do-pará, que gerou uma renda bruta de R$ 71 milhões, sendo que 67% desse valor circulou fora do Estado. Na Região de Integração do Guamá, o destaque ficou com o açaí, com 85% da renda bruta de R$ 88 milhões circulando dentro do Pará. O produto também se sobressaiu nas Regiões de Integração do Marajó e no Rio Caeté, gerando R$ 690 milhões com 52% circulando na região e 16 milhões com 27% circulando fora do Estado respectivamente. No Xingu, o cacau amêndoa é o principal produto, gerando R$ 1,54 bilhão com 52% circulados fora do Pará.Região de Integração é a forma com que o governo paraense dividiu o estado para melhor fazer estudos e análises. Os relatórios permitem identificar possibilidades produtivas locais e regionais, entraves tecnológicos, necessidades de investimentos (curto e longo prazo), regularização e especialização dos agentes locais/regionais, além de apontar produtos que não constam das estatísticas oficiais ou que são subestimados e dar recomendações para melhorar a cadeia produtiva e ampliar a geração de renda. “Esses estudos têm uma função que é a de tirar da invisibilidade o que produzem o que chamamos de povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares”, diz Edson Barbosa, gerente de promoção da economia do Ideflor. “São povos que sobrevivem da floresta há muito tempo, mas sempre se diz que a floresta não tem preço. Buscamos saber então qual o valor dela”, diz.Na pesquisa, feita em campo pelo IDESP, buscou-se a cadeia de comercialização dos produtos. A pergunta básica era: ‘pra quem tu vendes? De quem tu compras?”. Com base nas respostas os pesquisadores iam atrás das duas pontas da cadeia produtiva. “É uma informação preciosa”, diz Barbosa. “Um exemplo é o açaí do Marajó. Ele vai para diversas regiões. Em Castanhal ele é processado e exportado para outros estados. Só nesse âmbito, ele chega a gerar uma renda de quase R$ 700 milhões. Bate a estatística do IBGE que estima para todo o estado uma renda de R$ 200 milhões”. Segundo Ribeiro, o diagnóstico permite ainda uma análise regionalizada sobre a importância dos produtos florestais. Alguns produtos apresentam importância somente em escala local, como os fitoterápicos, artesanatos e óleos. São produtos que geralmente tem como principal canal de escoamento as feiras interioranas nos municípios. Já produtos como o açaí e a castanha adquirem expressão estadual, nacional e até mesmo internacional e exigem canais mais sofisticados de transformação e comercialização.Os resultados obtidos vão subsidiar o Ideflor em ações que visam o fortalecimento das cadeias desses produtos. “Dentro da estratégia do Ideflor de recuperação de áreas alteradas e reflorestamento pautado em Sistemas Agroflorestais – SAF, o estudo de não madeireiros dá embasamento para que possamos discutir junto aos comunitários quais serão as espécies com fins comerciais que poderão ser inseridas nas ações”, diz Barbosa.



Fonte: DOL - Diário do Pará
Publicado em: 07 jun 2012


400 anos de amor por Belém.





Caros amigos,

         Belém completou os seus 396 anos em 12 de janeiro deste ano com uma certeza. Estamos chegando à maturidade da nossa cidade que tem quase quatro séculos de pura poesia. Uma história rica em fatos, contos e lendas.
         Belém tem a cara, a cor e o cheiro da Amazônia. Não é a toa que os poetas denominam nossa cidade de morena bonita, “morena da cor do pecado” que tem um charme é uma beleza única que nos impressiona ao andarmos todos os dias às sombras dos túneis de mangueiras.
 Quem nunca se deparou com um turista que se inebriou ao sentir o cheiro do patchouli? Ou não comentou do sabor exótico dos nossos pratos típicos?
Foto: Maykon Serrão
         Fundada em 12 de janeiro de 1616 às margens da Baia do Guajará, a nossa cidade é conhecida pelas pessoas hospitaleiras e sempre de bom astral para receber e acolher gente de todas as partes do mundo.
         Pensando em todo esse amor e orgulho, que temos de sermos filhos dessa terra de muitos valores, é que resolvemos dar início a uma campanha denominada de 400 anos de amor por Belém.
         A campanha consiste em um projeto que você pode participar efetivamente como colaborador, participando de enquetes, mandando sugestões e nos ajudando a planejar uma Belém melhor para nós e para nossos filhos.
Belém que já viveu as épocas áureas da borracha, agora tem que se preparar para viver a sua era de ouro através de planejamento envolvendo o poder público e a sociedade civil.
         Pequenas atitudes podem mudar a nossa realidade: a consciência de não jogar ou entulhar lixo na rua, a educação em casa voltada aos nossos filhos para a importância da preservação ambiental e a conservação do nosso patrimônio público são exemplos de atos que nós mesmos podemos por em prática para a beleza da Belém que queremos.
Foto: Maykon Serrão
         Mesmo assim, tamanha beleza merece muito mais, imagine em que cidade você gostaria de morar daqui a quatro anos? Imagine que presente você pode dar para nossa cidade daqui a quatro anos? Essas são perguntas que só podem ser respondidas através da seguinte assertiva: a minha contribuição é...
Enfim, queremos que você seja protagonista e ator social da construção de uma nova Belém. Entre em contato conosco. Participe efetivamente e tenha a certeza que a sua valorosa colaboração será muito importante para todos nos que amamos de paixão essa cidade que futuramente voltará a ser a Metrópole da Amazônia.

Alexandre Noronha
YUD Amazônia